Libor entenda...

Taxa de juros LIBOR GBP - LIBOR libra esterlina inglesa

taxa de juros LIBOR libra esterlina inglesa é a taxa de juros média interbancária utilizada por um grande número de bancos no mercado monetário londrino para empréstimos mútuos sem garantia realizados em libras esterlinas inglesas. A taxa de juros LIBOR libra esterlina inglesa (GBP) está disponível em 7 períodos de duração diferentes: de overnight (à base de 1 dia) a 12 meses. Na tabela em baixo pode consultar um resumo das taxas de juros LIBOR GBP. Estas taxas são diariamente actualizadas por nós. Se clicar em uma das hiperligações, obterá informação detalhada actual e um histórico referente ao período de duração escolhido. 

A taxa de juros LIBOR libra esterlina inglesa é utilizada como taxa básica para todo o tipo de outros produtos como contas poupança, hipotecas e empréstimos. A par da LIBOR GBP são conhecidas também taxas de juros LIBOR em 4 outras moedas. Consulte a lista de hiperligações em baixo na página para obter um quadro de todas moedas LIBOR. 

 GBP25-06-201924-06-201921-06-201920-06-201919-06-2019
 Taxa LIBOR GBP - overnight0,67063 %0,67388 %0,67513 %0,66925 %0,67738 %
 Taxa LIBOR GBP - 1 semana0,69513 %0,69000 %0,69375 %0,69275 %0,69125 %
 Taxa LIBOR GBP - 2 semanas-----
 Taxa LIBOR GBP - 1 mês0,72175 %0,72175 %0,72250 %0,72363 %0,72363 %
 Taxa LIBOR GBP - 2 meses0,75813 %0,76100 %0,76075 %0,76488 %0,76363 %
 Taxa LIBOR GBP - 3 meses0,77200 %0,77275 %0,77488 %0,78413 %0,78150 %
 Taxa LIBOR GBP - 4 meses-----
 Taxa LIBOR GBP - 5 meses-----
 Taxa LIBOR GBP - 6 meses0,85813 %0,85938 %0,85988 %0,86988 %0,86750 %
 Taxa LIBOR GBP - 7 meses-----
 Taxa LIBOR GBP - 8 meses-----
 Taxa LIBOR GBP - 9 meses-----
 Taxa LIBOR GBP - 10 meses-----
 Taxa LIBOR GBP - 11 meses-----
 Taxa LIBOR GBP - 12 meses0,95838 %0,95538 %0,96238 %0,98225 %0,98638 %




A LIBOR em resumo

LIBOR é uma sigla de London InterBank Offered Rate. A LIBOR é uma taxa média de juros, indicativa contra a qual um grupo representativo de bancos (painel de bancos) efectua empréstimos sem garantia entre si e realizados no mercado monetário londrino. Embora se fale muitas vezes da taxa LIBOR há, na realidade, taxas LIBOR diferentes. LIBOR é calculada para 7 períodos de duração diferentes e em 5 moedas diferentes. As taxas LIBOR oficiais são publicadas diariamente por volta das 11:45 horas GMT por ICE Benchmark Administration (IBA). Estas taxas só podem ser publicadas por parceiros da IBA – o que é o nosso caso. Neste sítio podem ser consultadas diariamente as taxas LIBOR actualizadas entre as 17 e as 18:00 horas GMT.

O aparecimento da LIBOR

No princípio dos anos oitenta do século passado surgiu junto de instituições financeiras em Londres a necessidade de um benchmark para taxas sobre empréstimos. Este benchmark era, entre outros, necessário para o cálculo de preços para produtos financeiros como juros, swaps e opções. Por iniciativa da British Bankers´ Association (BBA) foram desde 1984 iniciadas actividades que levaram em 1986 à publicação das primeiras taxas de juros LIBOR (bbalibor).

Painel de bancos LIBOR

Tal como já foi dito a LIBOR é uma taxa média para cálculo de juros nos empréstimos efectuados mutuamente por um grupo representativo de bancos. A este grupo de bancos chama-se o painel de bancos. A selecção é feita anualmente pela ICE Benchmark Administration (IBA) com o apoio da Foreign Exchange and Money Markets Committee (FX&MMC). Por moeda é formado um painel de no mínimo de 8 e no máximo de 16 bancos que em relação a essa moeda são considerados representativos para o mercado monetário de Londres. O critério de selecção baseia-se na quota de mercado, reputação e conhecimento da moeda em questão. Uma vez que os critérios seguidos se podem considerar de rigorosos, as taxas são normalmente consideradas como as mais baixas no tráfego interbancário para taxas sobre empréstimos no mercado monetário de Londres.

Método de cálculo da LIBOR

As taxas LIBOR não se baseiam em transacções concretas. Diariamente por volta das 11 horas GMT os bancos do painel comunicam, por período de duração, à Thomson Reuters sob quais taxas eles nesse momento esperam poder atrair um grande empréstimo no mercado monetário interbancário. A razão por que estas taxas não são baseadas em transacções reais é porque nem todos os bancos todos os dias e para todos os períodos de duração concedem empréstimos de monta. Após uma recolha de todas informações dos bancos no painel, a Thomson Reuters desconta as 25% mais altas e mais baixas. Das restantes 50% de valor “medianas” é calculada uma média para se chegar à taxa oficial LIBOR (bbalibor).

A importância das taxas LIBOR

A LIBOR é considerada a benchmark mais importante a nível mundial para as taxas a curto prazo. Nos mercados financeiros profissionais utiliza-se a LIBOR como taxa básica para um grande número de produtos como os futures, opções e swaps. Os bancos utilizam a taxa LIBOR também como taxa básica para fixar as posteriores taxas sobre empréstimos, contas poupança e empréstimos hipotecários. O facto de a LIBOR ser considerada uma taxa básica para mais produtos é também o motivo por que um grande número de profissionais e particulares pelo mundo inteiro seguem atentamente a evolução desta taxa.

Moedas LIBOR

Oficialmente a LIBOR foi anunciada em 1986 para 3 moedas: dólar americano, libra esterlina inglesa e o yen japonês. Nos anos seguintes o número de moedas LIBOR cresceu até às 16. Um número de entre estas passou a partir de 2000 para o euro. Neste momento há taxas LIBOR para as seguintes moedas (clique na moeda para obter a taxa de juros por período de duração):

Períodos de duração LIBOR

Há no total 7 períodos de duração diferentes a que correspondem também 7 taxas LIBOR diferentes. Clique no período de duração para obter as taxas actuais da LIBOR. Caso esteja interessado nas taxas LIBOR numa outra moeda, clique então em 1 das hiperligações acima.

Hedge Cambial

A palavra Hedge pode ser traduzida como proteção. Como o significado indica, trata-se de uma operação do mercado financeiro com o objetivo de proteger investimentos. Em outras palavras, a ideia é diminuir ao máximo a perda de dinheiro com as variações do dólar em importações, exportações, investimentos no exterior e negociações na bolsa de valores, apenas para citar alguns exemplos.
Como funciona na prática
Para evitar o impacto da variação do dólar nas operações, a prática mais comum são negociações com base no mercado futuro. Complicou? Vamos por partes.

O mercado futuro, como o nome já diz, é aquele que faz uma estimativa de como estará a cotação do dólar nos próximos meses. As negociações levam esse valor em conta para estimar o valor de uma venda, compra ou rendimento de uma operação a longo prazo.
Veja um exemplo:
Uma empresa exportadora fabricante de aviões recebe um pedido para construir um jato no valor US$ 10 milhões, mas o pagamento só vai acontecer daqui a seis meses. Para saber qual será o lucro real dessa venda em reais, é preciso considerar a variação cambial nesse período.
Se o dólar chegar a custar R$ 3,40, a empresa pode garantir o faturamento de R$ 34 milhões. Mas se o dólar estiver em R$3,00 perderá R$ 4 milhões e a receita passar a ser de R$30 milhões.
Para evitar o risco, a empresa faz um planejamento de Hedge. Como? Ela busca no mercado financeiro interessados em pagar até R$ 3,30 na moeda nos próximos seis meses. Assim ela garante o preço de venda da fabricação do avião, evitando perda de dinheiro e o impacto negativo nos negócios.

Analisando o mercado


A ata da última reunião do Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil – deixou claro que os integrantes do colegiado têm a intenção de reduzir a taxa Selic ainda este ano, provavelmente para 5,75%, quem sabe até menos.

Eles reconheceram o fraco desempenho da atividade econômica, a interrupção de uma incipiente recuperação e frisaram a necessidade de implantação das reformas.

Nesse último item, urgência das reformas, o BC fugiu um pouco de sua habitual concentração nos números de inflação.

Nosso Banco Central segue o modelo da Nova Zelândia. Lá, fixa-se uma meta inflacionária e a autoridade monetária tem de alcançá-la, com a ferramenta da qual dispõe: taxa de juros.

Curiosamente, a diretoria do Reserve Bank of New Zealand recebe um bônus no final do ano quando o objetivo de inflação é alcançado. No Brasil, o Copom tem de explicar ao Conselho Monetário Nacional, que é quem fixa a meta, por que falhou. Quando falha, é claro.

Nos Estados Unidos, o Fomc – Federal Open Market Committee – tem meta mais genérica: defender o dólar. Além de cuidar da inflação, seus integrantes olham para outros fundamentos da economia, como a volatilidade da Bolsa.

Em 1990, no auge da bolha das .com, o chairman do Fed, Alan Greenspan, em discurso no American Enterprise Institute, alertou para a “exuberância irracional” (irrational exuberance) do mercado.

Foi o bastante para que o índice Nasdaq – que concentra papéis de empresas de tecnologia − levasse um tombo colossal, mas evitando uma reação em cadeia que poderia atingir o mercado de ações como um todo.

Três anos antes, Greenspan fez justamente o contrário, ao inundar o sistema financeiro de liquidez, após o crash de 19 de outubro de 1987. Naquela ocasião, os movimentos do Fed foram tão abrangentes que, gregorianamente falando, o Dow fechou 1987 em ligeira alta.

Quem metia o bedelho em tudo era o Bundesbank, banco central alemão antes do advento do euro.


Se, por exemplo, o sindicato dos metalúrgicos da Alemanha propunha uma greve por aumento de salários, a autoridade monetária advertia, sem o menor acanhamento:



“Qualquer greve será levada em conta na reunião do board na próxima semana.”


Trocando em miúdos, no popular o que o BC da Alemanha queria dizer era:


“Se a greve for mantida, eu ferro vocês. Elevo as taxas de juros e o desemprego vai crescer”. Funcionava.

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