São Paulo – Neste ano, os food trucks tomaram conta dos grandes centros no país. Moda fora do Brasil, os carros de comida bem equipados passaram a ser uma opção para quem quer empreender. Apesar de a tendência ter se consolidado agora, negócios móveis existem há bastante tempo e são responsáveis por boa parte dos 150 milhões de reais de faturamento da empresa paulista Truckvan.
Fundada em 1992, a empresa fabrica furgões para caminhões e unidades móveis, como escolas, camarins e restaurantes. Hoje, a Truckvan tem três fábricas e mais de 350 funcionários. Desde 2008, a empresa multiplicou sete vezes seu faturamento e conseguiu, neste ano, investir 10 milhões de reais em mais uma planta fabril com quase seis mil metros quadrados.
Para Alcides Braga, sócio-diretor da Truckvan, ouvir o mercado foi essencial para conquistar este resultado. “A gente teve nos últimos anos uma linha fora do que o mercado estava fazendo, criando produtos customizados para saúde, treinamento, área de eventos. Até então não tinha um player que fazia isso”, conta.
O cliente leva a demanda e a equipe da Truckvan determina o que o carro precisa para funcionar como posto de atendimento médico, abrigo, camarim ou escola. Além de produzir para eventos como a Copa do Mundo, a empresa está começando a exportar. “Neste ano, entregamos dez agências bancárias em Angola, duas escolas móveis na Nigéria e uma unidade de saúde da mulher na Colômbia”, diz. O valor médio das carretas é de 1,5 milhão de reais. 
Além dos negócios sobre rodas, a empresa manteve a produção de baús de alumínio e deve saltar de 250 para 1000 unidades ao mês com a nova fábrica. “Agora, estamos tentando fazer disso um negócio melhor e mais eficiente”, diz.
Com crescimento de mais de 10% neste ano, a expectativa é alcançar um faturamento de 150 milhões de reais. Para 2015, os planos são repetir o resultado de 2014. “A gente tem uma boa perspectiva para saúde móvel com os governos eleitos, e também para a área de eventos, com camarins móveis com transporte de artistas e empresários em festivais como Lollapalooza e Tomorrowland”, explica.
Braga, que também é presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR), estima que este mercado deve ter uma leve retração neste ano e se manter estável em 2015. “A gente tem uma queda já de 11% em relação ao ano passado até outubro. Foi um ano difícil com queda de produção, faturamento e margem e as empresas se preparam para algo parecido com isso no ano que vem.”