segunda-feira, 29 de junho de 2015

Perto do caminho


Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o presidente da Câmara avalia os rumos da macro brasileira:

"Se você falar com nove de dez economistas, estamos muito mais perto do caminho da Grécia do que do caminho da China".

Por sua vez, Eduardo Cunha está longe do caminho de entender de economia. Mesmo assim, sua impressão é hoje idêntica ao consenso de mercado.

Como a Grécia decretou feriado bancário e controle de capitais, tornou-se um risco materializado. 

É óbvio que preocupa esta chance maior de a Grécia abandonar o euro.

Mas há outro risco, logo embaixo do nariz de Cunha, passando despercebido.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Mexe o teto


E não é que o Conselho Monetário Nacional reduziu o teto da meta de inflação?

Dos 6,5% completamente desrespeitados em 2015 para 6,0% em um longínquo 2017.

Eu queria mesmo dizer que essa mudança é para inglês ver, mas não posso.

Pois o economista Alan Blinder, formado na London School of Economics, dificilmente concordaria com a decisão do CMN.

Blinder é autor de um estudo obrigatório a todos os banqueiros centrais: "Central Bank Credibility: Why Do We Care? How Do We Build It?”.

A principal conclusão: a eficiência de um BC depende enormemente de seu track record e minimamente de suas promessas.

Na conclusão acima, você pode inclusive trocar “BC” por qualquer outra palavra. Faça o teste

Sabe tudo e nada fala


No fim das contas, o CMN está certo.

Já que 2015 é um ano natimorto, vamos falar de 2017.

O que você acha que vai acontecer primeiro até lá?

Quatro alternativas:

1) Meta de superávit primário será rebaixada.

2) A TIM será vendida.

3) Grécia entrará na Zona do Yuan.

4) Tombini passará o bastão.