novembro 19, 2020

Giro no mercado

120 mil doses da Coronavac, a vacina desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Butantan, chegam nesta quinta-feira (19) ao Brasil. O diretor do instituto, Dimas Covas, disse que a vacina está adaptada às condições do país, já que não precisa de congelamento e pode ficar até 27 dias fora da geladeira. 

A Pfizer oferece ao Brasil milhões de doses de vacinas no 1º semestre de 2021. “A Pfizer fez uma proposta ao governo brasileiro, em linha com negócios que fechamos em outros países – inclusive na América Latina, que permitiria a vacinação de milhões de brasileiros no primeiro semestre, sujeito à aprovação regulatória”, disse a empresa em um declaração. 

O Brasil tem o terceiro pior índice de coronavírus do mundo em número de casos, depois dos Estados Unidos e da Índia. A Anvisa assinou regras para acelerar as aprovações das vacinas COVID-19, conforme edital publicado no Diário Oficial desta quarta-feira. As novas regras permitem que os laboratórios apresentem os dados à Anvisa de forma contínua à medida que são gerados, em vez de esperar que toda a documentação seja concluída. 

As análises de impacto regulatório e as consultas públicas normalmente exigidas também serão dispensadas. Poderes Criticado por indicar candidatos às eleições municipais mesmo sem estar filiado a um partido, o presidente Jair Bolsonaro deve esperar os pleitos para a presidência do Senado e da Câmara, em fevereiro, para escolher uma legenda. 

O Brasil receberá US$ 3 bilhões nos próximos meses do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), disse hoje (18) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Com sede na China, o NBD é formado pelos países do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “O banco foi fundado em 2016. 

O Brasil tinha tomado apenas US$ 700 milhões [emprestados]. 

Nos próximos dois, três meses teremos US$ 3 bilhões de dólares para entrar em investimentos, para ajudar no [combate ao] coronavírus, para investimentos em infraestrutura”, disse o ministro. Economia A agência de classificação de risco Fitch reafirmou a nota do Brasil em BB- e manteve também a perspectiva negativa sobre suas próximas decisões, em comunicado divulgado na noite de quarta-feira (18). 

Em comunicado com recados duros sobre a economia brasileira, os analistas da Fitch dizem que a deterioração do déficit fiscal e da dívida pública no Brasil foi “severa” e que há uma “incerteza persistente quanto às perspectivas de consolidação fiscal, incluindo a sustentabilidade do teto de gastos de 2016 dadas as contínuas pressões sobre os gastos”, segundo a Fitch. 

A nota da agência faz considerações sobre os ruídos políticos e como eles afetam o debate sobre as reformas e reduzem a previsibilidade das contas públicas. “Embora a equipe econômica esteja comprometida em retornar à sua agenda de reformas em 2021, o ambiente político permanece fluido, reduzindo a visibilidade e previsibilidade do processo”, diz o comunicado.

“A Fitch espera que a economia se recupere a partir de 2021; no entanto, a incerteza em torno dos desenvolvimentos políticos e de políticas públicas, combinada com um ressurgimento de infecções globais por coronavírus, continua a obscurecer o panorama.”