"FATO RELEVANTE"

"Nossa empresa não opera com intermediários , não cobramos comissões sobre os projetos em analises.” Somente com o correspondente em Goiânia ,Fernando ferronato ferronato@ybbrio.com.

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junho 22, 2020

Giro no mercado com Alexandre Yokoyama

O noticiário político no Brasil e nos EUA entra de vez no radar do mercado financeiro, após a prisão de Fabrício Queiroz, homem de confiança da família Bolsonaro, e em meio à retomada da campanha presidencial de Donald Trump pela reeleição.  O foco dos investidores está nos eventuais desdobramentos, que traz uma incerteza ao ambiente.Os casos do novo coronavírus voltam a avançar em escala global, mas os investidores estão menos pessimistas e os principais índices operam em alta.  Dessa vez, eles acreditam que a escalada da doença não será suficiente para impor medidas de isolamento social severas, reduzindo assim o efeito negativo sobre a atividade econômica.

Na Ásia, o Nikkei 225, de Tóquio, registrou leve queda de 0,18%. Já o índice Sanghai SE apresentou variação negativa de 0,08% e o Hang Seng Index, de Hong Kong, recuou 0,54%.

O WTI (NYMEX:CL\N20) está sendo negociado a US$ 39,54, com queda de -0,5%. Os futuros internacionais de petróleo Brent (NYMEX:BZ\Q20) opera estável, negociado a US$ 42,23.

Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian tiveram queda, cotados a 753.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 106,49.

Coronavírus

O mundo registra 8.969.827 de casos de coronavírus e 468.567 mortes, confirmadas hoje pela Universidade Johns Hopkins.

O Brasil teve 641 novas mortes por covid-19 registradas em 24 horas, de acordo com os dados atualizados do Ministério da Saúde divulgados neste domingo (21). Com a soma dos novos números, o país chegou ao total de 50.617 mortos em função da pandemia do novo coronavírus.

O balanço de hoje contabilizou 17.459 novos casos da doença, totalizando 1.085.038 casos confirmados. A marca de 1 milhão de infectados foi ultrapassada na última sexta-feira (19).

Do total de casos confirmados de covid-19 no Brasil, 485.035 pacientes estão em acompanhamento e 549.386 estão recuperados (50,6%). Há ainda 3.817 mortes em investigação.

São Paulo lidera em número de casos (219.185) e têm 12.588 mortos. Em seguida, vêm Rio de Janeiro com 96.133 casos e 8.875 mortos, Ceará com 92.866 casos e 5.523 mortos, e Pará com 84.654 casos confirmados e 4.583 óbitos. O estado com o menor número de casos é o Mato Grosso do Sul, 5.237, e 45 mortes.

Brasil

Os investidores avaliam a chance de o caso Fabrício Queiroz respingar no presidente Jair Bolsonaro, ao mesmo tempo em que digerem a retomada da campanha eleitoral de Donald Trump e mostram preocupação com a reversão das medidas de reabertura das economias em meio ao ressurgimento de casos de Covid-19, contra a qual pode não haver imunidade.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, estuda criar uma nova regra fiscal – a quarta – que se soma à meta de superávit primário, à regra de ouro e ao teto de gasto. A proposta seria criar uma meta para a dívida pública, sendo que o gatilho para essa âncora do endividamento seria a venda de estatais e das reservas internacionais.

A ideia da equipe de Guedes é sinalizar ao mercado financeiro que o governo segue empenhado com o ajuste fiscal, apesar dos gastos extraordinários por causa da pandemia.

Com isso, o ministro continua sinalizando aos investidores o compromisso com uma política econômica ortodoxa, ainda que isso possa agravar a situação econômica do país.

A semana será agitada no Senado. É esperada a votação do projeto contra fake news, que pode restringir, por exemplo, atividades de perfis anônimos. Na terça-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) anunciou que será votada a proposta de emenda à Constituição de adiamento das eleições municipais de 2020.

Com a presença do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, o Senado realiza, a partir das 14h (de Brasília) desta segunda-feira (22), uma sessão de debates sobre o adiamento das eleições municipais de 2020. Articulações sobre o assunto ocorreram no Congresso nas últimas semanas, considerando a expectativa de que a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, siga demandando medidas de isolamento social no Brasil ao longo do segundo semestre.

Diversos parlamentares têm se manifestado a favor de um adiamento, mas há entendimento de que o pleito deve ser realizado impreterivelmente neste ano para não ocasionar no prolongamento de mandatos de prefeitos e vereadores.

Também está na pauta do plenário do Senado, para ser votado na próxima quarta-feira (22), o Projeto de Lei (PL) 4.162/19 que trata do novo marco do saneamento. Entre outros pontos, a proposta pretende atrair investimento privado para levar água potável a 99% da população, rede de esgoto a 90% e universalizar o serviço até 2033. Em algumas exceções, o prazo seria até 2040. Nesta sexta, o relator Tasso Jereissati apresentou o parecer sem modificações.