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maio 07, 2020

Selic a 3%

O Banco Central surpreendeu ontem o mercado financeiro não apenas com a decisão de cortar a taxa básica de juros em 0,75 ponto, para 3%, por unanimidade, mas também diante da sinalização de que na próxima reunião “considera um último ajuste, não maior do que o atual”, o que pode levar a Selic para até 2,25% em junho.
 
O Copom entendeu que a decisão reflete “um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva”, compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante.
 
A questão é que com a taxa nominal de 3%, podendo ir a 2,25% em breve, os títulos da dívida pública brasileira se tornaram menos rentáveis, aos olhos dos investidores estrangeiros. E essa perda de atratividade afasta ainda mais os aportes do capital externo [especulativo/financeiro] no país, abrindo caminho para a saída de recursos.
 
Com a queda da Selic ontem, o Brasil figura em oitavo lugar no ranking de maior pagador de juro real (taxa de juros nominal descontada a inflação projetada), ficando atrás de rivais emergentes como Indonésia, que lidera a lista, Argentina, Rússia, México e Turquia, entre outros países do sudeste asiático.
 
Além disso, o nível de estresse na equipe econômica está muito alto depois da “traição” do Planalto, que ajudou a descongelar o salário de servidores públicos, no projeto de auxílio aos Estados.