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abril 20, 2020

Mercado nesta segunda feira

A queda livre de quase 23% nos preços do barril do petróleo tipo WTI que é cotado no menor nível desde março de 1999, pesa em Wall Street, onde os investidores também aguardam uma grande semana em termos de resultados corporativos. O dólar, por sua vez, se fortalece, ganhando terreno em relação ao euro, a libra e ao iene, enquanto o rendimento (yield) do títulos norte-americano de 10 anos (T-note) recua. 
O Brent de maio (NYMEX:BZ\M20) está caindo 3,6% (US$ 27,07) e o WTI de maio (NYMEX:CL\K20) opera em forte baixa de 22,7% sendo cotado a US$ 18,46. As exportações da arábia para os EUA mais que dobraram. 
Em Nova York, os futuros estão negativos. Os investidores aguardam a publicação dos resultados do primeiro trimestre das empresas – a IBM reporta seus resultados na manhã de hoje, seguida na terça-feira por Netflix, Coca-Cola e Delta Airlines. 
Os futuros americanos operam em queda: S&P (+2,45%), Dow Jones (+2,75%) e Nasdaq (+1,79%). 
Os mercados também aguardam um novo pacote de socorro do governo americano para as pequenas e médias empresas, negociado entre o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e a líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi. O primeiro pacote, de US$ 369 bilhões, teve os fundos esgotados na semana passada, informa a CNBC. 
O segundo pacote deve ficar ao redor de US$ 450 bilhões e também incluirá um gasto para os hospitais públicos, uma exigência dos democratas. A epidemia do coronavírus avança com rapidez nos Estados Unidos: o país soma mais de 41 mil mortes pela doença e mais de 720 mil casos na manhã de hoje. Enquanto o governador de Nova York, Andrew Cuomo, diz que o pico já passou no seu Estado, o contágio cresce agora no interior do país. 
A sessão foi mista na Ásia, com alta em Xangai (+0,5%) e queda em Tóquio (-1,2%), enquanto as principais praças europeias alternam altas e baixas. 
 Na China, o Banco do Povo cortou a taxa básica de juros em 0,20 pontos porcentuais, para 3,85% ao ano. É uma tentativa do governo chinês de aumentar o consumo interno do país, que conseguiu sair da epidemia, mas onde o setor de serviços tem recuperação mais lenta que a indústria. 
Bitcoin é negociado em alta de +0,24%, valendo US$ 7.155 
ETF EWZ cai 0,09% no pré-market 
Índice Vix sobe 6,55% seguindo tombo no mercado de petróleo 
Rendimento dos Treasuries americanos de dez anos cai 3 BPS para 0,632% 
Brasil 
O feriado nacional amanhã (Tiradentes) enxuga a liquidez dos mercados domésticos nesta segunda-feira. Mas, nem por isso, o pregão deve ser tranquilo, após o fim de semana de carreatas contra o isolamento social em São Paulo e com discurso do presidente Jair Bolsonaro durante ato antidemocrático em Brasília, com pautas a favor da intervenção militar e do fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso. 
Com isso, a maior beligerância na relação entre o Executivo e os demais Poderes tende a trazer cautela entre os investidores, com o noticiário político mais negativo dificultando a tentativa do Ibovespa de reaver a faixa dos 80 mil pontos e sustentando o dólar acima de R$ 5,00. O cenário tenso na capital federal também eleva a preocupação com a aprovação de pautas-bombas do ponto de vista fiscal. 
Tudo isso deixa em segundo plano o avanço da Covid-19, que já se aproxima do ponto mais crítico no Brasil. O número oficial de casos confirmados da doença já se aproximam da marca de 40 mil, com cerca de 2,5 mil mortes. Pouco se ouviu do novo ministro ministro da Saúde, Nelson Teich, sobre as medidas de combate ao coronavírus. O que se sabe é que ele falou em “alinhamento” com Bolsonaro, no qual saúde e economia “não se competem”. 
Portanto, deve prevalecer a visão do presidente de redução do isolamento social, em nome da retomada econômica, o que também tende a manter o clima tenso entre o presidente e governadores e prefeitos, por causa das medidas de “confinamento”. O mais provável é que as lideranças continuem batendo cabeça nas ações contra a disseminação do coronavírus, deixando claro que o controle da doença no país tornou-se uma disputa política. 
Agenda Econômica 
Nesta semana, novos números da economia devem reforçar esse cenário de forte queda na atividade no segundo trimestre na Europa e nos EUA, com as prévias de abril dos índices de gerentes de compras, os PMIs, da indústria e de serviços. 
No Brasil, a semana será mais curta pelo feriado do Dia de Tiradentes na terça-feira. A agenda econômica estará relativamente tranquila, apenas com o índice de Confiança dos Empresários da CNI na quarta-feira, e, na sexta-feira, a prévia da Sondagem da Indústria e o Indicador de Expectativas de Inflação dos Consumidores da FGV. No mesmo dia, o BC divulga os números de contas externas de março, que podem já mostrar algum impacto da pandemia. Sem dia certo, saem os dados de arrecadação federal de março e, provavelmente, várias pesquisas sobre a popularidade do presidente Bolsonaro após a demissão do ministro Luiz Henrique Mandetta. 
O dia espremido entre o fim de semana e o feriado nacional traz como destaque as tradicionais publicações, a saber, o boletim Focus do Banco Central (8h25) e os dados semanais da balança comercial (15h).
■ Commodities  
Minério de ferro: Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 1,06%, cotados a 620.000 iuanes, equivalentes a US$ 87,66 
Petróleo WTI:  -26,77% (US$ 13,38, barril).
Petróleo Brent:  -3,36% (US$ 27,13 barril).