"FATO RELEVANTE"

"Nossa empresa não opera com intermediários , não cobramos comissões sobre os projetos em analises.” Somente com o correspondente em Goiânia ,Fernando ferronato ferronato@ybbrio.com.

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março 30, 2020

As empresas com forte presença nas áreas afetadas, ou com ligações diretas com elas, devem tomar ações imediatas para avaliar a exposição organizacional, posicionando-se para apoiar adequadamente as principais partes interessadas, profissionais e clientes.

Alexandre Yokoyama - Ceo
O surto de coronavírus representa uma crise de saúde alarmante que o mundo está enfrentando. Além do impacto humano, existe também um impacto significativo nos negócios sendo sentido globalmente. Como o vírus não conhece fronteiras, os efeitos continuarão se espalhando. De fato, 94% das empresas listadas na Fortune 1000 já estão sofrendo os transtornos provocados pelo COVID-19.1
É possível que a ameaça do coronavírus eventualmente desapareça, como ocorreu com os vírus Ebola, Zika e com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) nos últimos anos. No entanto, mesmo que isso aconteça, o próximo surto devastador, ainda sem nome, não é tanto uma questão de “se”, mas de “quando”.
As etapas abaixo podem ajudá-lo a entender sua exposição ao COVID-19 e, ainda mais importante, posicionar sua empresa para ser resiliente diante desta e da próxima ameaça global.
As empresas com forte presença nas áreas afetadas, ou com ligações diretas com elas, devem tomar ações imediatas para avaliar a exposição organizacional, posicionando-se para apoiar adequadamente as principais partes interessadas, profissionais e clientes.

Proteja as pessoas e os clientes

  • Aproveite a experiência da área de RH para manter o bem-estar físico e mental dos profissionais, fornecendo orientações aos colaboradores localizados nas áreas afetadas e reavaliando as políticas de viagens em toda a organização.
  • Exerça uma responsabilidade social corporativa que represente as melhores práticas em relação à estabilidade dos profissionais, ao meio ambiente, à sociedade e à economia em geral, buscando maneiras de apoiar os esforços de resposta.  
  • Desenvolva um plano de contingência para a equipe afetada, que pode incluir contingências para maior automação, acordos de trabalho remoto ou outros recursos flexíveis em resposta às restrições de pessoal.
  • Aproveite a tecnologia interna e externa disponível para ajudar na colaboração e munir os funcionários com as ferramentas necessárias para trabalhar remotamente, tanto nas áreas afetadas quanto com os indivíduos nas áreas afetadas, da maneira mais transparente possível.
  • Atribua uma pontuação de alto risco aos clientes de países menos preparados e críticos para os esforços de resposta (por exemplo, hospitais), priorizando, assim, a capacidade escassa.
  • Seja cauteloso quanto ao preço adequado de produtos essenciais, como gel antisséptico para as mãos e máscaras faciais, durante o período de crise. As autoridades antitruste estão observando de perto as empresas que cobram preços desleais.

Avalie o risco dos fornecedores

  • Entender o universo de relacionamento, identificar os terceiros, avaliar situações que possam ter impacto à imagem, à reputação e financeiro e realizar o monitoramento contínuo dos riscos.
  • Implementar uma governança de gerenciamento contínuo de riscos de terceiros, respeitando as particularidades do relacionamento que pretendem estabelecer mantendo foco em risco, visando determinar níveis adequados de análises e acompanhamento dos principais gatilhos de ativação/exposição a riscos.
  • Estabelecer uma governança de gestão de crises com uma comunicação aberta, ágil e honesta entre os principais stakeholders, com objetivo de manter um fluxo de informações transparente e confiável entre as partes, mantendo todos os clientes informados de possíveis impactos que possam eventualmente afetar seus negócios.
  • Estruturar um Comitê com foco específico nos impactos no Ecossistema de Suprimentos e no Gerenciamento de Riscos. Este grupo será responsável por reconfigurar todos os fluxos globais e regionais avaliando cenários alternativos que possam otimizar os recursos.
  • Mapear a criticidade dos materiais utilizados para produtos de alto valor agregado ou que geram altos fluxos de receita para empresa. Identificar os serviços, componentes, insumos e as matérias-primas que estão associadas a maiores receitas da empresa, permitindo realocar esses materiais com inteligência.
  • Revisar os contratos relacionados aos principais clientes e fornecedores avaliando responsabilidades e possíveis impactos caso haja escassez de suprimento.
  • Determinar o nível de exposição através da identificação dos níveis de estoque atuais bem como dos estoques de segurança, oferecendo transparências na visão de curto prazo e viabilizando planos de continuidade dos negócios.
  • Conduzir análise da cadeia de valor associada aos fatores de riscos que possam ocasionar incrementos de custos (escassez de serviços) e afetar os níveis de serviço e disponibilidade de estoque, adotando ações proativas para endereçar cenários de escassez de forma antecipada minimizando impacto nos clientes.
  • Avaliar, continuamente, opções de fornecimento mais próximas (near-shore) como possíveis alternativas de agilizar os fluxos do ecossistema de suprimentos, estabelecendo elo de confiança com os clientes.

Avalie a posição de liquidez, a necessidade de capital de giro e os planos de negócios

  • Revise o fluxo de caixa projetado, e reavalie a necessidade de capital de giro incluindo as previsões de estoque, juntamente com as previsões de demanda de clientes e a oferta de fornecedores.
  • Entenda como a posição de liquidez pode ser afetada por quedas adicionais no mercado de ações e principalmente restrições no acesso a novos financiamentos e rolagens de dívidas de curto prazo.
  • Analise o planejamento de vendas e a programação de produção (própria e de terceiros integrados), para assegurar que o planejamento tático e estratégico de negócios seja sincronizado entre todas as funções de negócio. A disponibilidade de logística tanto para entrada de suprimentos como para saída de produtos e serviços também deve ser monitorada.
  • As empresas que operam com grandes bases de dados e capacidade de “data analytics” podem fazer simulações avançadas considerando diferentes cenários de demanda, compras, operações e P&D, para ajudar a identificar trade-offs de resultado e desempenho ideais dentro da crise atual.