January 03, 2020

Giro pelo mercado nesta sexta feira com Alexandre Yokoyama



Petrobras (PETR3)(PETR4): De acordo com a coluna do Broad, do Estadão, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve se desfazer de sua fatia de 10% das ações ordinárias (com direito a voto) na Petrobras, por meio de uma oferta subsequente (follow on) no dia 04 de fevereiro.
Carrefour Brasil (CRFB3): O Carrefour Brasil comunicou ontem à CVM que sua subsidiária Atacadão, que atua no comércio atacadista, fez um empréstimo de 325 milhões de Euros (R$ 1,46 bilhão) na financeira Carrefour Finance S.A., com sede na Bélgica. Segundo o Carrefour Brasil, o empréstimo ao Atacadão é destinado a “finalidades corporativas gerais”.
Banco Pine (PINE4): O Banco Pine comunicou ontem aos seus acionistas que o Banco Central aprovou o aumento do capital social da instituição. O Pine é um banco regional voltado ao atendimento de empresas e tem o capital aberto na B3 desde 2007. Segundo o Pine, o capital social da empresa passará a ser de R$ 1,2 bilhão, dividido em 148,157 milhões de ações.
Cyrela (CYRE3): A incorporadora imobiliária e construtora Cyrela informou ontem ao mercado que o Itaú Unibanco reduziu sua participação na empresa para menos de 5% das ações ordinárias. Em setembro do ano passado, o Itaú Unibanco havia ultrapassado os 5% das ações ordinárias.

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■ Mercados globais

Mercados... Bolsas asiáticas operaram predominantemente em terreno negativo, com bolsas de Tóquio, Hong Kong e Shanghai acumulando perdas na sessão. Na zona do euro, ativos de risco já registram baixas mais acentuadas, com o índice pan-europeu, STOXX-600, recuando 0,9% até o momento. Nos EUA, índices futuros já registram quedas da ordem de 1,5%, sinalizando uma abertura desfavorável também em NY, enquanto o dólar (DXY) volta a ganhar fôlego contra seus principais pares.

Ataque americano inverte os mercados...Os principais índices de mercado globais inverteram a direção e passaram a cair após a notícia de que uma operação militar americana no Iraque levou à morte de um dos principais líderes militares do Irã, Qassam Soleimani, dentre outros militares iranianos de alta patente. O ataque volta a chamar atenção sobre a instabilidade na região, e a questão que fica agora é se o Irã irá retaliar. O ministro do Exterior Iraniano, Javad Zarif, já chama o ataque de "terrorismo internacional", ilustrando a insatisfação do governo iraniano com a situação. Vamos acompanhar...

Do risco para a segurança... O evento no Iraque parece ter relembrado investidores dos riscos geopolíticos que ainda existem ao redor do mundo e, além do petróleo - apesar das diversas sanções impostas pelos EUA, o Irã exportou em média cerca de 599.000 barris/dia em 2019 -, impulsionou ativos de segurança como o ouro, o yen e o dólar na manhã desta 6ªF. Em relação aos mercados acionários, ainda é cedo para tirar conclusões definitivas, mas dado o nível elevado em que grande parte dos ativos se encontra no momento é provável que o ataque promova um movimento de correção acompanhado de uma maior volatilidade nos próximos dias.

Na agenda... Como grande destaque da agenda econômica internacional, sai a ata da reunião do FOMC finda no dia 12 de dezembro, às 14h. Naquela ocasião, os formuladores de política monetária optaram por manter a taxa de juros americana estável e o mercado busca agora novas pistas de como esta decisão foi tomada e, mais importante, saber se a visão passada por Jerome Powell - presidente do Fed - na coletiva de imprensa pós-reunião, de que os juros devem se manter em patamares reduzidos, é compartilhada pelos outros membros do comitê.

Mais agenda... Além da ata do FOMC, investidores acompanham o ISM industrial de dezembro e os gastos com construção em novembro (ambos às 12h) nos EUA, buscando novas pistas sobre a saúde da maior economia do mundo, além do índice de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) na Alemanha (10h).
 

■ Brasil

Balança comercial mais fraca desde 2015... Em 2019, o superávit registrado pela balança comercial atingiu US$ 46.674 bilhões, registrando o pior resultado desde 2015, quando o saldo positivo entre as exportações e importações registrou US$ 19,5 bilhões. O baixo superávit de 2019 foi ocasionado por uma queda de 7,5% das exportações. As importações caíram 3,3% durante o mesmo período. 

Commodities representam mais da metade das exportações... Os produtos básicos atingiram nova alta de 52% como proporção das exportações brasileiras em 2019. O fato é inédito desde 1997, quando a série histórica começou a ser monitorada. Em 2018, os produtos sem valor agregado representavam 49,8% dos produtos vendidos para o mercado externo. Entre 2018 e 2019, a participação dos produtos manufaturados nas exportações caiu de 36% para 34,6%. Os principais reesposáveis pela alta foram o minério de ferro, o petróleo e os produtos agrícolas. O fato indica que os manufaturados brasileiros perderam competividade no mercado global. A redução no consumo de produtos industrializados pela Argentina, o principal importador destes para o Brasil, que diminuiu quase 33% em 2019, também influenciou o dado.

Bolsonaro enxerga implementação de juiz de garantias como difícil... Em sua live semanal realizada pelo Facebook, o presidente afirmou que enxerga como improvável a implementação do juiz de garantias. A novidade no processo jurídico foi criada por uma emenda, de autoria do deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), ao projeto do pacote anticrime. O presidente acredita que a questão deve demorar anos para ser definida. Além disso, Bolsonaro fez desabafo sobre as duras críticas que recebeu quando sancionou o projeto, sugerindo que o eleitorado criticasse com a mesma ênfase o Congresso, de onde surgiu a alteração.
Fonte: Guide Investimentos
■ Commodities  
Minério de ferro: A jornada desta sexta-feira foi marcada por uma nova valorização nos preços dos contratos futuros do minério de ferro, que são transacionados na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Dalian. O ativo como o maior volume de negócios, com vencimento para maio deste ano, somou 1,60% a 666,00 iuanes por tonelada.
Petróleo: Os Futuros do Petróleo subiram durante a sessão asiática. Na bolsa mercantil de Nova York, os contratos futuros do petróleo, com vencimento em fevereiro, foram negociados na entrega a US$ 62,84 por barril no momento da escrita, avançando 2,71%.
Ouro: Os contratos futuros do Ouro subiram durante a sessão asiática. Na divisão Comex da Bolsa Mercantil de Nova York, os contratos de referência do Ouro, com vencimento em Fevereiro, encerraram a jornada a US$ 1.543,25 por onça troy, avançando 0,99%.