December 11, 2019

Newslatter Financial


Mercados... Bolsas asiáticas encerram as negociações desta 4ªF com leve viés positivo. Na zona do euro, mercados iniciam o dia sem direções claras, e o índice pan-europeu, STOXX 600, recua 0,1% até o momento. Nos EUA, os futuros de NY também andam de lado, movimento acompanhado pelo dólar (DXY) no mercado internacional. 

Fed em foco... Em mais uma manhã de poucas novidades em torno da disputa comercial, bolsas andam de lado, e a atenção dos mercados se volta ao anúncio de política monetária do Fed (16h). O consenso do mercado é que os formuladores de política monetária do FOMC decidirão pela manutenção dos limites inferior e superior da taxa de juros americana em 1,5% e 1,75% na última reunião do ano.
Esse é o caso porque, como tem sido pontuado em diversas oportunidades por Jerome Powell (presidente do Fed), seria necessária uma deterioração mais relevante dos indicadores econômicos ou uma piora significativa nas relações com a China para que houvesse uma mudança neste plano de voo, duas frentes em que não se verificou uma piora relevante desde a reunião de outubro. Portanto, dada a continuidade das negociações com Pequim e os números fortes que a economia tem apresentado, com destaque para os dados de emprego da última 6ª, vemos poucos motivos para que o Fed desvie do curso esperado.

O que está por vir... Mesmo que a decisão em si não traga grandes surpresas, a fala de Powell na coletiva de imprensa, que ocorre 30 minutos após o anuncio da decisão (16h30), sempre traz informações relevantes para o mercado. Além de passar a visão que os formuladores de política monetária têm do quadro econômico atual, o mercado buscará pistas sobre o rumo da taxa de juros em 2020.
Acreditamos que o presidente do Fed irá manter o mesmo discurso adotado ao longo de novembro, sinalizando que os membros do FOMC irão seguir acompanhando indicadores econômicos para embasarem suas decisões, e que um desvio substancial de cenário será preciso para que a taxa de juros seja modificada do seu patamar atual.

Na agenda... Antes da decisão do Fed, o investidor americano avalia o índice de preços ao consumidor referente ao mês de novembro. O esperado é que a inflação desacelerar o ritmo de para 0,2%, contra 0,4% em outubro. A previsão para o núcleo (que exclui os componentes mais voláteis do índice) também é de alta de 0,2%.

■ Brasil

Dia de Copom... O Comitê de Política Monetária do Bacen anuncia hoje mais uma decisão de política monetária, às 18h20. Diferente do que é esperado nos EUA, os agentes do mercado apontam como certo um novo corte de 0,5 p.p. na Selic, que levará a taxa ao patamar de 4,5% a.a.. Como esse novo corte já está precificado, a grande novidade deve residir no comunicado pós-reunião, que pode sinalizar uma pausa no ciclo de cortes ou a possibilidade da contratação de novos cortes no início de 2020.
Por ora, o mercado está dividido entre o encerramento do ciclo com a Selic em 4,5% e 4,25%, o que configuraria mais um corte de 0,25 p.p.. Nesta frente, acreditamos que o Copom deva sinalizar que a partir de agora as decisões irão ficar muito mais dependente dos dados econômicos, e que novas quedas só serão implantadas com a manutenção clara do cenário de fraco crescimento acompanhando da ausência de pressões inflacionárias relevantes.

Endividamento das famílias... O contínuo e intenso avanço do endividamento das famílias brasileiras alertou economistas sobre a saúde do mercado de crédito. De acordo com a economista Zeina Latiff, a carteira de crédito como proporção do PIB já se situa acima de sua tendência histórica, fato que se chama hiato do crédito positivo. Tal situação é alarmante pois indicam aumento na inadimplência em dois ou três trimestres. A situação torna-se ainda mais grave quando se analisa o desenvolvimento deste indicador com relação ao mercado de trabalho. As famílias estão ficando cada vez mais endividadas, porém com o desemprego em alta, faltará renda para efetivamente saldar estes empréstimos.

PEC emergencial recebe parecer favorável... O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), relator da proposta de emenda à Constituição 186/2019, apresentou parecer favorável à aprovação da matéria ontem. Coloquialmente conhecida como PEC emergencial, a proposta visa conter o crescimento de despesas obrigatórias para promover a saúde fiscal em todos níveis do governo. Entre a três PECs do Plano Mais Brasil, que também engloba a PEC dos fundos e a do pacto federativo, a emergencial deve ser a mais contestada. O parecer do relator só deve ser votado em fevereiro de 2020, após o recesso parlamentar e a realização de audiências públicas.

Parecer traz alterações... Como já era de se esperar, o relatório trouxe uma série de alterações à proposta construída pelo ministério da Economia. Uma das principais medidas de contenção de gastos da proposição envolve a redução temporária da carga horário- e consequentemente dos salários- de servidores públicos. A proposta original tornava todos os servidores públicos que batem ponto vulneráveis a tal determinação, mas o parecer estabeleceu três salários mínimos como o piso salarial para os que podem ser afetados. Ao mesmo tempo, como contrapeso, Guimarães possibilitou a redução salarial dos servidores sem jornada de trabalho definida, que geralmente entregam o alto escalão.

CCJ do Senado aprova 2ª instância... Ontem, o parecer favorável ao projeto de lei 166/2018, que altera o Código de Processo Penal para disciplinar a prisão após a condenação em 2ª instância, foi aprovado pela CCJ do Senado. O apoio ao projeto foi quase unânime (22 a 1). O único senador a proferir voto contrário foi o petista Rogerio Carvalho (SE). Como o parecer foi apresentado pela relatora Selma Arruda (Podemos-RS) em forma de substitutivo, onde são feitas alterações substanciais ao projeto, será necessária uma rodada adicional de votos para aprová-lo na comissão. O segundo turno deve ocorre hoje, às 9h30.

Próxima etapa... Até o momento, o projeto tramita pelo Senado com caráter terminativo, onde se despensa a etapa de análise no plenário, e poderá ser enviado à Câmara dos Deputados assim que receber o segundo aval da CCJ. Porém, um requerimento pode forçar o projeto a tramitar pelo chão da casa, adicionando uma etapa ao trâmite da proposta.

Alcolumbre pretende exigir voto no plenário e manter projeto fora da pauta... A apresentação do requerimento deve ocorrer, logo que David Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, declarou que o projeto não será pautado para manter "o acordo construído" entre e a Câmara e o Senado. Desta forma, Alcolumbre consegue impedir o progresso da proposta e postergar o retorno da prisão após condenação em 2ª instância. Caso o presidente da casa opte por implementar essa estratégia, o senador deve se tornar alvo de protestos.

Na agenda... Às 9h, o IBGE divulga as vendas no varejo de outubro, principal destaque da agenda econômica do dia. A expectativa é que o dado no conceito restrito avance 0,1%, registrando o 6º mês consecutivo de alta, e 0,2% no conceito ampliado (que inclui o setor automotivo e materiais de construção).
Fonte: Guide Investimentos
■ Commodities  
Minério de ferro: A jornada desta quarta-feira foi marcada por uma nova valorização dos contratos futuros do minério de ferro, que são transacionados na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Dalian. O ativo com maior volume de negócios, com data de vencimento para maio do próximo ano, avançou 0,53% para 658,50 iuanes por tonelada.
Petróleo: Os Futuros do Petróleo caíram durante a sessão asiática. Na bolsa mercantil de Nova York, os contratos futuros do petróleo, com vencimento em janeiro, foram negociados na entrega a US$ 58,91 por barril no momento da escrita, recuando 0,56%.
Ouro: Os contratos futuros do Ouro caíram durante a sessão asiática. Na divisão Comex da Bolsa Mercantil de Nova York, os contratos de referência do Ouro, com vencimento em Fevereiro, encerraram a jornada a US$ 1.467,95 por onça troy, recuando 0,01%.