December 09, 2019

Giro no mercado

Cenário externo  

Mercados... Índices de mercado asiáticos encerraram estáveis, sem grandes destaques. Na zona do euro, mercados abriram com a mesma tendência positiva verificada nos pregões asiáticos, e o índice pan-europeu, STOXX 600, anda de lado até o momento. Do outro lado do atlântico, os futuros de NY também iniciam a semana sem direções claras, enquanto o dólar (DXY) registra leve queda contra seus principais pares.

Andando de lado... Bolsas internacionais iniciaram a semana operando próximas à estabilidade, em busca de novas pistas sobre a direção que as negociações comerciais entre China e Estados Unidos estão tomando. Assim como foi na semana passada, as apostas na assinatura de um acordo antes do próximo domingo (15/12) - data em que está prevista a imposição de novas tarifas de importação - seguem sustentando os mercados a despeito da divulgação de indicadores econômicos fracos no fim de semana.
Na zona do euro, cresce expectativas em torno das eleições gerais no Reino Unido, que deve acabar com a vitória de Boris Johnson e seu partido Conservador, abrindo espaço para a concretização do Brexit.

Pressão adicional... Uma nova deterioração dos dados da balança comercial chinesa no mês de novembro ilustrou de forma clara os efeitos perversos que a disputa comercial com os EUA imprime sobre a 2ª maior economia do mundo. A queda inesperada de 1,1% das exportações veio muito abaixo das projeções de mercado, que apontavam para uma alta de 1,0% no mês.
Do outro lado, as importações surpreenderam positivamente ao registraram alta de 0,3% em novembro, com destaque para o crescimento na entrada de soja, cujo governo tem negociado novas compras com os EUA. Juntos, esses resultados contribuíram para um superávit comercial cerca de US$ 9 bilhões abaixo do esperado no período, fato gerador de pressão adicional sobre Pequim para que saia um acordo com os EUA nesta semana.

Semana de decisão... Em semana marcada pelas reuniões de política monetária do Fed (4ªF) e do BCE (5ªF), cujas decisões não deverão trazer grandes surpresas, o foco se voltará para os presidentes das instituições: Jerome Powell nos EUA e Christine Lagarde na zona do euro. Com apostas quase que unânimes na manutenção da faixa atual de juros em ambas as ocasiões, as mensagens passadas na coletiva de imprensa após o anúncio das decisões roubam a cena ao trazer a visão dos formuladores de política monetária sobre a situação das suas respectivas economias entrando em 2020.

Mais agenda... No campo dos indicadores econômicos, a semana tem como principais destaques, a inflação ao consumidor de novembro (4ªF) e vendas no varejo (6ªF) nos EUA, além da produção industrial de outubro e da leitura preliminar do PMI/Markit industrial na zona do euro.

■ Brasil

Economia estanca perda de popularidade... A mais recente pesquisa de popularidade do governo Bolsonaro, realizada pelo instituto Datafolha, sugere que a tendência de perda de popularidade, observada desde abril, foi interrompida. A pesquisa foi conduzida entre os dias 5 e 6 de dezembro com 2.948 entrevistados em 175 municípios.

Ganhos modestos... Desde agosto, o grupo de pessoas que avalia o governo como ruim ou péssimo caiu de 38% para 36%; o número de entrevistados que enxergam o governo como regular cresceu de 30% para 32% e os que entendem o governo como bom ou ótimo cresceu de 29% para 30%. Todos os movimentos foram positivos, mas estão dentro da margem de erro da pesquisa (2%). De qualquer forma, apesar dos ganhos modestos, a pesquisa sugere que a tendência de perda de popularidade do presidente foi interrompida.

Bolsonaro encerra o seu 1ª ano como presidente mais impopular... Apesar da alteração em curso, Bolsonaro deve encerrar o ano com o maior de nível rejeição (ruim e péssimo) para um presidente desde a redemocratização. Segue a lista de todos os presidentes, por ordem de rejeição, após o seu primeiro ano no governo: Dilma (6%), FHC e Lula (15%), Collor (34%) e Bolsonaro (36%). A despeito disto, o presidente continua como favorito para o pleito de 2022. Quando tem o ministro Sergio Moro (Justiça) como vice, a distância entre ele e os seus principais rivais políticos é ainda maior.

Equipe econômica registrou avanços mais substancias... A pesquisa mostra que, desde agosto, o grupo de pessoas otimistas frente a retomada da economia aumentou de 40% para 43%, os que aprovam do trabalho feito pela equipe econômica cresceu de 20% para 25% e os que aprovam as medidas de combate ao desemprego subiu de 13% para 16%.

RJ pode ceder espaço para SC em termos de PIB per capita... De acordo com estudo realizado por economistas do Ibre/FGV, o Rio de Janeiro está muito próximo de perder seu posto como terceiro estado mais rico do Brasil em termos de PIB per capita. O Rio de Janeiro, assolado por uma série de crises fiscais e políticas, junto a uma queda no preço internacional do petróleo, tem tido um dos piores desempenhos econômicos a nível nacional. Naturalmente, a crise nacional de 2014 também teve contribuição relevante para esta ocorrência. Os dados relacionados a emprego e arrecadação tributária, que demonstram um grande hiato com relação aos outros estados, também explicita está deterioração do quadro fluminense.

Na agenda... Na 4ªF, é praticamente unânime a aposta do mercado em mais uma redução de 50 pontos base da Selic após a reunião do Copom, o que levará a taxa básica de juros da economia à nova mínima de 4,5% a.a.. No mesmo dia, investidores avaliam os dados das vendas no varejo de outubro, e na 5ªF, o volume de serviços para o mesmo mês.
Fonte: Guide Investimentos
■ Commodities  
Minério de ferro: A jornada desta segunda-feira foi marcada por uma forte valorização para os contratos futuros do minério de ferro, que são negociados na bolsa de mercadorias de Dalian, na China. O ativo com o maior volume de negócios, com data de vencimento para maio do próximo ano, encerrou com ganhos de 5,58% a 653,00 iuanes por tonelada.