outubro 11, 2019

Giro no mercado com Alexandre Yokoyama

Presidente YBBRIO

Cenário externo 

Mercados... Bolsas asiáticas fecharam semana em tom positivo, com as bolsas de Tóquio (+1,2%), Hong Kong (2,3%) e Shanghai (0,9%) acumulando ganhos relevantes na sessão. Na zona do euro, índices de mercado acompanham a tendência altista verificada nos pregões asiáticos, e o índice pan-europeu, STOXX 600, avança 1,3%. Em NY, índices futuros também avançam de forma generalizada, enquanto o dólar (DXY) acentua queda contra seus principais pares. 

Bom humor generalizado... O otimismo em torno das negociações comerciais entre China e Estados Unidos segue sustentando os mercados. Mesmo com uma resolução definitiva fora de cogitação, investidores apostam em um acordo parcial que evita a adição de novas tarifas de importação entre as duas maiores economias mundiais. Ontem, uma sequência de "tweets" do presidente Donald Trump contribuiu para a melhora de humor dos mercados, ao indicar que as negociações estariam avançando e que ele irá marcar presença nas reuniões desta 6ªF. Caso o entendimento se concretize, isso será suficiente para dar fôlego extra aos mercados no curto prazo, mesmo que não apague os danos que as tarifas que já vigoram causam sobre a economia.

Luz no fim do túnel... Com a data do divórcio entre Europa e Reino Unido se aproximando, a sinalização inesperada de que progresso está sendo feito na direção de um acordo pelo Brexit por Boris Johnson e sua contraparte irlandesa, Leo Varadkar, resultou na melhora para ativos de risco do país e na recuperação parcial da libra esterlina contra o dólar. A melhora ocorreu após o anúncio dos líderes de que ainda enxergam a possibilidade de costurarem um acordo de última hora com a UE antes do dia 19 de outubro, quando o premiê será obrigado por lei a solicitar uma extensão de 3 meses para as negociações.
Até o momento, não saíram pistas sobre quais seriam as alterações previstas neste novo acordo, e a extensão forçada segue como o resultado mais provável, mas Johnson mostrou ter uma última carta na manga para orquestrar a saída do Reino Unido. Vamos acompanhar...

Na agenda... Nos EUA, o mercado avalia a leitura preliminar de outubro do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, que tem previsão de piora de 93,2 para 92,3 no período.

■ Brasil

OCDE... O Brasil não consta na lista de países indicados para ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) feita pelo EUA. Argentina e Romênia receberam a honra. Em comunicado conjunto feito pelo Brasil/EUA em março, durante visita do presidente Bolsonaro à Washington, o EUA tinha declarado o seu apoio à entrada do Brasil. A ausência na lista causou constrangimento ao governo, que tinha passado a impressão que a inclusão era iminente. A oposição foi em massa às redes sociais para aproveitar a omissão e criticar a suposta subserviência do Brasil diante o EUA.

Governo se precipitou... O equívoco foi cometido pelo Brasil ao dar a entender que o país entraria na próxima lista de indicados pelo EUA. A Argentina e a Romênia já estavam na fila. O ministro Paulo Guedes admitiu o erro "Falhamos em não contar a história toda... tem uma fila". Guedes acredita que "daqui um ano e pouco" o Brasil pode ser incluso na lista de indicados.

EUA reitera apoio... Ao perceber que a ausência do Brasil estava sendo usada como prova que o relacionamento não era prioritário para o governo Trump, o EUA se mobilizou para desmentir a narrativa. A embaixada, secretários e o próprio presidente fizeram declarações nas redes sociais "O comunicado conjunto... deixa absolutamente claro que eu apoio o início de processo de entrada...O EUA apoia Bolsonaro...essas matérias são FAKE NEWS" tuitou Trump.

Bolsonaro apoia Datena pela prefeitura de São Paulo... Em conversa com o jornal O Estado, Bolsonaro destacou a popularidade do apresentador de TV. O deputado Eduardo Bolsonaro (
PSL- SP), líder regional do partido do presidente, já abordou a possiblidade da afiliação do apresentador ao PSL, que atualmente é filiado do DEM. Segundo pesquisas eleitorais, Datena lidera as intenções de votos pela prefeitura paulistana. O apoio explícito deve gerar atrito entre a família Bolsonaro e a líder do governo Bolsonaro no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), que já declarou a sua intenção de concorrer pelo mesmo pleito.

Na agenda... Após IPCA apontar deflação e vendas no varejo decepcionarem projeções de mercado, uma piora do volume de serviços prestados em agosto (9h) deve reforçar apostas em um ajuste mais agressivo da Selic até o fim do ano.
Fonte: Guide Investimentos

■ Commodities 

Minério de ferro: Na sessão desta sexta-feira na bolsa de mercadorias de Dalian, principal referência na China, os contratos futuros do minério de ferro tiveram uma nova valorização importante. O ativo com o maior volume de negócios, com data de vencimento em janeiro de 2020, somou 1,86% fechando a 658,00 iuanes por tonelada.
Petróleo: Os Futuros do Petróleo caíram durante a sessão asiática. Na bolsa mercantil de Nova York, os contratos futuros do petróleo, com vencimento em Outubro, foram negociados na entrega a US$ 53,73 por barril no momento da escrita, recuando 0,34%.
Ouro: Os contratos futuros do Ouro subiram durante a sessão asiática. Na divisão Comex da Bolsa Mercantil de Nova York, os contratos de referência do Ouro, com vencimento em dezembro, encerraram a jornada a US$ 1.498,95 por onça troy, avançaram 0,13%.