September 03, 2019

Notícias em Destaque Mercado de hoje terça feira


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■ Mercados 

O destaque de ontem, que certamente será o de hoje também, é o câmbio: ontem, em dia de baixa liquidez, o dólar futuro se valorizou 1,10% ante o real na B3, alcançando os R$4,1930 – maior valor desde setembro. O acirramento da guerra comercial Estados Unidos-China e a falta de sinais quanto a uma aproximação, a piora da crise na Argentina e a aceleração da desvalorização do iuan ante o dólar são alguns dos motivos que levaram ao investidor no Brasil a procurar por proteção extra.
 
Os motivos de hoje continuam vindo, na maioria, de fora: ameaças de uma saída abrupta do Reino Unido da União Europeia e a força do dólar americano, produto da percepção de que o mundo tem muito mais a perder na guerra comercial do que os EUA ou a China, devem ser o pilares do que se espera seja uma pressão mais intensa no câmbio na B3 nesta terça-feira.

A disparada de ontem quebrou o intervalo de negociação do dólar futuro na B3, de R$ 4,12 a R$4,17, visto desde que o BC anunciou a intervenção com dólar à vista. Muitos suspeitam que essa estratégia é também um pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes, como forma de controlar o crescimento da dívida bruta do país. As reservas caíram para US$386,478 bilhões na sexta. Ontem, o BC disse que continuará os leilões conjugados de dólar à vista, no montante de US$580 milhões, e de swap reverso, também no mesmo valor; o montante não colocado desse limite poderá ser substituído com leilões de swap tradicional.
 
Ontem, o BC não vendeu o total à vista, mas completou com swaps. A meta de é rolar, de forma integral, os contratos de câmbio que vencem nos primeiros dias de novembro: nada menos que US$11,58 bilhões, segundo os nossos cálculos.

O premiê britânico Boris Johnson cogita convocar uma eleição antecipadacaso rebeldes no seu Partido Conservador se oponham ao plano para sacramentar a saída do Reino Unido da União Europeia em outubro. O anúncio puxou a libra esterlina abaixo de US$1,20 pela primeira vez desde janeiro de 2017. Desde a chegada de Johnson ao poder, em julho, ele tem apostado em deixar abertas todas as possibilidades para o Brexit, inclusive a de uma saída abrupta.
 
A libra esterlina acumula uma queda de mais de 20% desde a votação do Brexit, em junho de 2016. Johnson alertou que chamaria a uma eleição geral em 14 de outubro se ele for derrotado hoje pelos parlamentares que desejam mais uma demora no Brexit para janeiro. Os rendimentos dos Guilds britânicos de dez anos - os títulos da dívida pública do país - derreteram mais de 5 pontos-base para 0,363%.

O noticiário doméstico também não está dos melhores: segundo o jornal O Estado de S. Paulo, União, estados e municípios brigam por uma fatia maior dos R$106 bilhões estimados como bônus de assinatura no leilão de sobras do petróleo do pré-sal. O plenário do Senado pode votar nesta terça-feira a emenda constitucional que permite que os recursos arrecadados com leilões do pré-sal sejam divididos. Fique de olho nesse tema.Hoje, a Fipe divulgou inflação na cidade de São Paulo de 0,33% para agosto, em linha com a projeção.
 
Às 09h00, o IBGE publica dados da produção industrial de julho, com o mercado esperando queda na leitura anual. Nos EUA, serão publicados os dados da pesquisa ISM de compras industriais de agosto. Austrália manteve inalterados seus juros hoje em reunião de política monetária na madrugada. Hoje à noite, a vez de decidir será do Chile.
Fonte: TC Mover

■ Commodities 

Minério de ferro: Mais uma vez, a jornada desta terça-feira foi marcada por uma forte valorização para os contratos futuros do minério de ferro, que são transacionados na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Dalian. O ativo teve ganhos de 3,16% a 637,50 iuanes por tonelada
Petróleo: Os Futuros do Petróleo subiram durante a sessão asiática. Na bolsa mercantil de Nova York, os contratos futuros do petróleo, com vencimento em Outubro, foram negociados na entrega a US$ 54,91 por barril no momento da escrita, avançando 0,34%.
Ouro: Os contratos futuros do Ouro caíram durante a sessão asiática. Na divisão Comex da Bolsa Mercantil de Nova York, os contratos de referência do Ouro, com vencimento em dezembro, encerraram a jornada a US$ 1.532,45 por onça troy, recuando 0,20%.