August 02, 2019

Giro pelo mercado nesta sexta feira


Empresas
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Petrobras: A Petrobras (PETR4) informou nesta quinta-feira (1º) que teve lucro líquido de R$ 18,9 bilhões no segundo trimestre deste ano, em desempenho puxado pela venda da Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG). O resultado representou alta de 87% na comparação com o mesmo período de 2018.
Odontoprev: A Odontoprev (ODPV3) informou nesta quinta que pagará dividendos intercalares no total de R$27 milhões, correspondendo a R$0,052 por ação. O benefício contemplará os detentores de ações de emissão da companhia em 06 de agosto de 2019. Os dividendos serão pagos no dia 4 de setembro de 2019. As ações da Companhia serão negociadas ex-direito a dividendos a partir de 07 de agosto de 2019.
Localiza: A Localiza (RENT3) registrou lucro líquido de R$ 191,4 milhões, em alta de 34,9% na comparação com o 2T18.  A receita líquida foi de R$ 2,381 bilhões no 2T19, em alta de 36,8% em relação ao mesmo período de 2018. O Ebitda R$ 466,4 milhões.
Grendene: A Grendene (GRND3) anunciou nesta quinta, a segunda distribuição antecipada de dividendos, no valor de R$15 milhões. Os acionistas titulares de ações ordinárias receberão R$0,0170 por ação, a partir do dia 21 de agosto, sem remuneração ou atualização monetária e sem retenção de Imposto de Renda. O benefício contemplará os detentores de ações de emissão da companhia em 08 de agosto. As ações GRND3 passarão a ser negociadas ex-dividendos a partir de 09 de agosto, na B3.
Grendene: A companhia também divulgou o balanço do 2T19 nesta quinta. No segundo trimestre, a empresa registrou lucro líquido de R$ 41,5 milhões, em queda de 36,9% em relação ao 2T18. No semestre, o lucro líquido registrado foi de R$ 118 milhões. O Ebitda no 2T19 foi de 26,7 milhões. Já a receita líquida reportada foi de R$ 399,8 milhões, 10,4% menor que no mesmo período do ano anterior.
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 Recomendação de Ativos
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CSN: Os analistas do Banco Safra elevaram a recomendação da CSN (CSNA3) para outperform (performance acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 18,80. A ação é top pick no setor de siderurgia.

Mercados Globais

Mercados... Índices asiáticos encerraram a semana em tom negativo. O Hang Seng (-2,3%), de Hong Kong, o índice composto de Shanghai (-1,4%) e o Nikkei (-2,1%) caíram de forma acentuada na sessão. Na Europa, o mercado se movimenta com o mesmo viés baixista. As bolsas de Frankfurt e de Londres recuam 2,2% e 1,6%, respectivamente. Em NY, futuros operam no vermelho, sinalizando uma abertura fraca também para ativos de risco americanos, e o dólar (DXY) perde força contra seus principais pares. 

Risk-off... Um dia após o término da última rodada de negociações comerciais em Pequim, e do Fed ter decepcionado expectativas pelo início de um novo ciclo de afrouxamento monetário, o presidente americano, Donald Trump, pôs um fim à trégua provisória que havia firmado com Xi Jingping durante o encontro do G20, intensificando perdas para ativos de risco.
Em sua conta no Twitter, Trump anunciou que deverão ser impostas novas tarifas de 10% sobre US$ 300 bilhões de produtos chineses. Mais: as tarifas de 25% que já estão vigentes sobre US$ 250 bilhões de produtos chineses seguem inalteradas. De modo geral, o mercado não recebeu bem a possibilidade de novas tarifas, e o anúncio predominou como principal catalizador para o movimento de risk-off de ontem à tarde e que já se estende para o dia de hoje.

Payrolls podem apontar erro... O mercado tem mostrado que acredita que o Fed possa ter cometido um erro ao não sinalizar um ciclo mais longo de corte de juros, e caso os dados de emprego de julho confirmar expectativas de desaceleração contra junho, além da alta ainda modesta dos salários pagos por hora, isto deve ficar ainda mais claro. Vale ressaltar: os riscos advindos das tensões comerciais com a China foram citados como um dos principais fatores que os membros do FOMC levaram em consideração para ratificar um "corte de precaução", e uma deterioração nesta frente tem o potencial de levar o Fed a reconsiderar um novo corte. 

Na agenda... Nos EUA, além dos dados de emprego (9h30), saem as encomendas à indústria de junho (11h) e o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan (11h).

■ Panorama local

Bolsonaro libera privatização da Eletrobrás... O ministro de Minas e Energia, Bento Abulquerque, enviou comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), informando que o presidente Jair Bolsonaro autorizou a venda da Eletrobrás. O governo pretende vender ações da holding até perder controle majoritário, tornando a holding em uma empresa de capital pulverizado, sem acionista majoritário. A Eletrobrás é responsável pela geração de 37% de toda a energia elétrica do país. 

R$ 20 bilhões... A venda da participação deve gerar em torno de 20 bilhões de caixa para os cofres públicos. Antes disso, o governo terá que reestruturar a empresa para manter controle sobre 2 dos seus maiores ativos: a Itaipu, hidroelétrica compartilhada com o Paraguai, e a Eletronuclear, subsidiaria composta pelas usinas termonucleares em Angra dos Reis (RJ). O governo manterá o controle sobre ambos os ativos.

Congresso... Como a Eletrobrás é uma "empresa mãe" e não uma subsidiaria, como no caso da BR distribuidora, que passou por processo similar em julho, a venda requer aprovação pelo Congresso. Por esta razão, o governo não divulgou cronograma para o processo de desinvestimento. Em 2017, o então o presidente Temer buscou vender a participação do Governo na holding, mas não recebeu o aval necessário do Legislativo.

Petrobrás tem alta de 87% no lucro... A Petrobrás informou que teve alta de 87% em seus lucros, em comparação com o mesmo período em 2018. A estatal registrou lucro líquido de R$ 18,9 bilhões. A venda de participação na Transportadora Associada de Gás (TAG) foi fator determinante nos resultados, gerando R$ 21,4 bilhões para a empresa petroleira. Sem o desinvestimento na transportadora, o lucro da estatal seria de R$ 5,2 bilhões, abaixo do esperado pelo mercado.

Na agenda... Não serão divulgados indicadores relevantes no dia de hoje.
Fonte: Guide Investimentos

■ Commodities 

Minério de ferro: Nesta sexta-feira, a jornada foi marcada mais uma vez por importante queda nos preços dos contratos futuros do minério de ferro, que são transacionados na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Dalian. O ativo perdeu 3,08% a 866,00 iuanes por tonelada.
Petróleo: Os Futuros do Petróleo subiram durante a sessão asiática. Na bolsa mercantil de Nova York, os contratos futuros do petróleo, com vencimento em Setembro, foram negociados na entrega a US$ 55,09 por barril no momento da escrita, avançando 2,11%.
Ouro: Os contratos futuros do Ouro caíram durante a sessão asiática. Na divisão Comex da Bolsa Mercantil de Nova York, os contratos de referência do Ouro, com vencimento em Agosto, encerraram a jornada a US$ 1.445,70 por onça troy, recuando 0,93%.