May 08, 2019

Petrobras tem queda de 42% no lucro

A Petrobras informou nesta terça-feira que o seu lucro líquido caiu 42% entre janeiro e março, ante o mesmo período de 2018, para 4,03 bilhões de reais, com a redução da produção de petróleo e menores preços da commodity atingindo as exportações, além de uma nova norma contábil que impactou os resultados.

Na comparação com o quatro trimestre, o lucro líquido cresceu 92%, com redução de 1,1 bilhão de reais nas despesas com imposto de renda e contribuição social, em razão da baixa de créditos de prejuízos fiscais registrados no período anterior, além de maior resultado no setor petroquímico (400 milhões de reais).

Desconsiderando-se efeitos dos itens especiais e de nova norma internacional contábil de arrendamentos mercantis (IFRS 16), adotada pelas empresas abertas a partir deste ano, o lucro líquido da companhia seria de 5,1 bilhões de reais e o Ebitda ajustado de 25,2 bilhões de reais.

A receita de vendas da empresa no período somou 80 bilhões de reais, queda de 14% versus o último trimestre de 2018, devido principalmente à queda das cotações internacionais do petróleo, menor volume de vendas de derivados no mercado interno e queda da receita com exportações.

Mas, na comparação anual, a receita de vendas foi 5,5 bilhões de reais superior ao mesmo período de 2018, com maior comercialização no mercado interno, devido aos maiores volumes e preços médios de derivados. Adicionalmente, a valorização dos preços do gás natural e o preço de realização de energia elétrica contribuíram para o aumento de 2,5 bilhões de reais na receita do segmento de gás e energia.

IMPACTO NA DÍVIDA: O IFRS 16 também trouxe efeito importante para o endividamento da companhia.A dívida líquida da Petrobras somou 372,2 bilhões de reais ao fim do primeiro trimestre, alta de 38 por cento ou 103,4 bilhões de reais em relação ao trimestre anterior.Desconsiderando os efeitos da norma, o endividamento líquido da petroleira seria de 266,3 bilhões de reais, ante 268,8 bilhões no último trimestre de 2018.
Mas a empresa destacou que "não adquiriu novas dívidas e não houve aquisição de novos ativos, sendo os impactos apenas normativos e sem efeitos no caixa e equivalentes de caixa".

A Petrobras informou ainda investimentos de 2,33 bilhões de dólares no primeiro trimestre, queda de 30% ante o quarto trimestre e de 24% na comparação anual. No segmento de Exploração e Produção, os investimentos totalizaram 2 bilhões de dólares e concentraram-se, principalmente, nas atividades relativas ao desenvolvimento da produção de novos campos de petróleo no pólo pré-sal da Bacia de Santos.