maio 06, 2019

Giro pelo mercado nesta segunda feira, com Alexandre Yokoyama

 Frase do dia
"Oportunidade dança com aqueles que já estão no salão."



Ola investidores , iniciando a semana e os mercados globais operam em forte queda nesta segunda-feira (6) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar no domingo (5) que o país vai aumentar de 10% para 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses importados a partir de sexta-feira (10), e ameaçar elevar o alcance de novas tarifas.
Os investidores chineses foram pegos de surpresa pelas ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levando-os a vender ações. Os principais índices acionários da China mostraram sua maior queda em mais de três anos.O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen e o índice Xangai caíram mais de 5% cada, registrando sua maior queda em um único dia desde fevereiro de 2016. Cerca de mil empresas despencaram o limite máximo permitido de 10%, segundo a Reuters.
As principais bolsas asiáticas também fechara em queda. Na Europa, as bolsas abriram em queda de mais de 2%. Às 8h25 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 caía 1,45%, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdia 1,4%, maior queda em seis semanas.
O sentimento do mercado recebeu um pequeno impulso um pouco depois, com a China dizendo que sua delegação comercial está se preparando para ir aos Estados Unidos.
As novas ameaças de Trump também provocava queda no preço de commodities como soja, trigo e milho.
Trump surpreendeu os mercados globais com uma publicação no Twitter na noite de domingo anunciando que vai aumentar as tarifas dos EUA sobre os US$ 200 bilhões em mercadorias chinesas nesta semana e terá como alvo centenas de bilhões "em breve", dizendo que as negociações comerciais com a China estão indo devagar demais.

Ele falou também que outros US$ 325 bilhões em produtos da China importados pelos EUA continuam sem tarifas, "mas serão em breve" taxados em 25%,cobrindo essencialmente todos os produtos importados da China.
Os mercados haviam amplamente precificado as expectativas de que um acordo comercial seria alcançado em breve, reduzindo ainda mais a pressão sobre a economia chinesa, que recentemente mostrou sinais de estabilização.

Um abraço a todos

Alexandre Yokoyama
Ceo