Preços do petróleo desabam 3%:


Os preços do petróleo caíram quase 3% nesta segunda-feira (10), ecoando a fraqueza dos mercados acionários globais, conforme o foco retornou aos receios sobre o crescimento da demanda e os preços apagavam os ganhos da semana passada, após a decisão da Opep de cortar a oferta.
Uma série de índices acionários globais caiu nesta segunda-feira, com as perdas dos mercados europeus e asiáticos se estendendo para Wall Street, por novos sinais de que a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China está impactando o crescimento econômico global. Porém os índices norte-americanos se recuperaram com o avanço das ações da Apple, depois de uma queda inicial.
O mercado de petróleo também foi pressionado pelo adiamento do voto do Parlamento britânico sobre o acordo do Brexit e fracos dados das maiores economias mundiais, incluindo os EUA, a China, o Japão e a Alemanha, divulgados nos últimos dias.fonte:G1

Pré Market 
Diante de tantas notícias que vêm afetando o comportamento do mercado financeiro nesta reta final de 2018, a volatilidade parece ser um “novo normal” dos negócios - pelo menos para os próximos meses. Ao cenário de tensão com a guerra comercial entre Estados Unidos e China e de desaceleração econômica mundial, acrescentou-se ontem a preocupação com o Brexit, abalando de vez a confiança dos investidores.
Nesta terça-feira, as bolsas da China até que tentaram se animar com a mais recente rodada de negociações entre Washington e Pequim, após o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, conversar por telefone com o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, para falar sobre o cronograma e o roteiro das negociações comerciais.
As ações em Xangai e em Hong Kong foram ajudadas pelas manchetes mais recentes, encerrando o dia em alta de 0,4% e 0,3%, mas a notícia foi insuficiente para embalar as demais praças asiáticas. Tóquio fechou em queda de 0,3%, enquanto Cingapura caiu 0,4%. No Ocidente, os índices futuros das bolsas de Nova York têm leves perdas, mas as praças europeias caminham para uma abertura mais positiva.
As moedas europeias também se recuperam. A libra oscila em alta em relação ao dólar, mas segue no menor nível em cerca de 20 meses, após o tombo da véspera, quando a primeira-ministra britânica, Theresa May, adiou a votação no Parlamento sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). A moeda norte-americana está de lado em relação aos rivais, reduzindo o fôlego de alta visto ontem, em meio à estabilização nos títulos norte-americanos. O petróleo também está estável.
O exterior pesado ontem contaminou os ativos emergentes, o que levou a Bolsa brasileira para a faixa dos 85 mil pontos e içou o dólar para além de R$ 3,94, durante o pregão, acionando uma nova atuação do Banco Central hoje, via a oferta de US$ 1 bilhão em leilão de linha (venda de dólar com compromisso de recompra). A última atuação foi há uma semana.
Ainda assim, a mensagem que o mercado financeiro emite hoje é de que se deve esperar mais movimentos bruscos (e intensos) dos ativos daqui para frente, tanto para o lado positivo quanto para o lado negativo. Afinal, enquanto não houver uma solução para os principais focos de tensão, o vaivém dos negócios tende a durar. Fonte: ADVFN
Recomendações do dia
Localiza (RENT3): A equipe de análise do BTG Pactual elevou o preço-alvo da Localiza de R$ 30 para R$ 35 e manteve a recomendação de compra.

Carrefour Brasil (CRFB3): O BTG Pactual iniciou a cobertura do Carrefour Brasil com recomendação neutra e preço-alvo em R$ 20.

Cosan (CSAN3): Os analistas do Santander optaram por rebaixar a recomendação da Cosan de compra para manutenção, com preço-alvo reduzido de R$ 42 para R$ 40.

BR Distribuidora (BRDT3): Para a BR Distribuidora, os analistas do Santander optaram por rebaixar a recomendação de compra para manter, com preço-alvo reduzido de R$ 27 para R$ 25.

SLC Agrícola (SLCE3): O banco JP Morgan elevou o preço-alvo da SLC agrícola, passando de R$ 48 para R$ 52. A recomendação também foi revisada, de underweight para neutra.

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