Expectativa com dados dos EUA

Os Estados Unidos roubam a cena nesta quarta-feira, dia de dados revisados sobre o crescimento econômico no trimestre passado e de discurso da autoridade máxima do Banco Central do país (Fed), que vem sendo cada vez mais pressionado pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Os investidores estão cada vez mais assustados com a desaceleração da economia global e os impactos da guerra comercial, o que pode fazer com que o Federal Reserve não seja tão agressivo na estratégia de aumento dos juros.

Ontem, o vice-presidente do Fed, Richard Clarida, enfatizou a dependência dos indicadores econômicos na tomada de decisão sobre o rumo da taxa de juros nos EUA, agora que a política monetária se aproxima de uma posição neutra. Segundo ele, é preciso refinar os dados norte-americanos sobre crescimento, inflação e emprego.
Hoje, é a vez do presidente do Fed, Jerome Powell, discursar (15h), e ele pode lançar novas pistas sobre o processo de alta dos juros nos EUA. A expectativa ainda é de que os aumentos sejam mais espaçados ao longo de 2019, totalizando, no máximo, três apertos em oito reuniões durante todo o ano - já com vistas ao fim do ciclo.
Aliás, Powell está sob forte pressão de Trump para interromper a subida da taxa, elevando o custo do empréstimo nos EUA. Em entrevista ao jornal Washington Post, Trump culpou “Jay” pela recente onda vendedora (selloff) nas ações da General Motors (GM), alegou que o aumento dos juros está prejudicando a economia e disse que se arrepende de ter nomeado Powell para liderar o Fed. “Não estou nem um pouco feliz com a minha escolha”, disse.

Para os investidores, o tom da conversa entre Trump e o líder chinês, Xi Jinping, na Argentina, no sábado também será importante. Trump se diz aberto a um acordo comercial com Pequim, mas também está pronto para impor novas tarifas de importação aos bens chineses, caso as próximas negociações não tenham progresso.
Fonte: ADVFN
Recomendações do dia
IRB Brasil (IRBR3): Os analistas do Bradesco BBI elevaram o preço-alvo do IRB Brasil de R$ 67 para R$ 78. A recomendação neutra foi mantida.

Movida (MOVI3): A XP Investimentos iniciou a cobertura da Movida com recomendação de manutenção e preço-alvo de R$ 9,50.

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