Sua empresa faz analise de riscos ....

What if

Esta ferramenta tem como principal vantagem sua fácil aplicação e compreensão pelos colaboradores. Ela também é o primeiro mecanismo adotado para identificar os potenciais riscos. Depois disso, é possível se aprofundar e conhecer as causas das ameaças a partir de outras técnicas. A metodologia What if deve ser aplicada com a ajuda da equipe, já que é necessário realizar reuniões para que se detalhe o processo analisado, ou seja, como são feitas todas as operações financeiras (que abrangem compras, estoque, vendas etc.).
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Os colaboradores têm o direito e são convidados a formular perguntas com a finalidade de identificar todos os problemas que ocorrem ao longo do processo. A ideia é que todas as perguntas comecem como “e se”, que é a tradução de “what if”. Por exemplo: e se o cliente não pagar? E se o fornecedor não oferecer uma condição mais flexível de pagamento? E se o empréstimo bancário for pago com atraso? A partir desses questionamentos, nas reuniões seguintes, a equipe tenta encontrar respostas que ajudem a definir a causa, a consequência e as recomendações para evitar os problemas elencados. No exemplo utilizado, pode-se chegar ao consenso de que o capital de giro é suficiente para garantir o pagamento das contas. No entanto, você pode — e deve — chegar a outras conclusões. Desse modo, consegue-se atingir a finalidade desse método: abranger a situação de uma maneira ampla, a partir de diferentes espectros. Por isso, fica mais fácil conseguir chegar a um consenso.

Análise preliminar de risco (APR)

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Esta ferramenta também é voltada para uma abordagem preliminar, que identifica riscos de uma operação ainda em fase de implantação. Sua aplicação consiste na identificação de todas as atividades que formam o processo analisado e possíveis problemas que podem ocorrer em cada etapa. Preencha os dados em uma tabela padronizada, cuja primeira coluna deve conter a descrição dos riscos; a segunda, destacar as potenciais causas; a terceira, as prováveis consequências; e a quarta, a categoria da ameaça. 

A última lacuna deve ser subdividida em 3 itens:
  • frequência: assinala a probabilidade de ocorrência de um evento, que pode ser “extremamente remota”, “remota”, “razoavelmente provável” ou “provável”;
  • severidade: indica o nível de gravidade das consequências de um evento. Elas podem ser “marginais”, “desprezíveis”, “catastróficas” ou “críticas”;
  • matriz de risco: mistura os itens anteriores para criar um ranking de prioridades. Ou seja, quanto mais graves forem as consequências e mais provável for a ocorrência de um risco, maior deve ser a atenção dispensada a ele. A classificação para as ameaças nesse momento pode ser: “desprezíveis”, “menores”, “moderadas”, “catastróficas” ou “sérias”.
A tabela da APR deve ser finalizada com uma coluna final, que aponta as ações necessárias para que o problema seja prevenido.

Failure Mode and Effect Analysis (FMEA)

Image result for analise de riscosEsta metodologia é da Nasa e surgiu nos anos 1960. Porém, sua eficiência levou o método a ser adotado pela indústria automobilística e outros segmentos empresariais. Voltado para a engenharia, o FMEA identifica, categoriza e tenta eliminar as falhas nos processos ou projetos antes de eles ocasionarem efeitos negativos. O primeiro passo para implantar essa técnica é detectar todas as falhas e efeitos que podem acontecer. 
Em seguida, esses itens devem ser priorizados a partir de um nível crítico que elenca 3 fatores:
  • ocorrência da falha;
  • severidade de sua consequência;
  • detecção, ou seja, a habilidade de ser identificada antes de causar prejuízos ao cliente.
Com isso, consegue-se verificar quais são os erros mais graves e os que têm menores consequências. Os primeiros devem ter prioridade e ser eliminados ou reduzidos a partir da adoção de medidas preventivas.

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