Dólar opera em queda :

Dólar opera em queda : Dólar abriu em queda nesta sexta-feira (24), após ter fechado em alta por 7 pregões consecutivos, com suporte do recuo da moeda norte-americana no exterior, mas com a campanha eleitoral brasileira ainda no foco dos investidores.
Na véspera, dólar fechou a R$ 4,12, maior patamar em quase 3 anos. No ano, valorização já é de 24%.
Às 9h19, a moeda norte-americana caía 0,70%, vendida a R$ 4,0934.fonte:G1

O mercado financeiro continua sendo pautado pelo cena eleitoral, a uma semana do início da campanha na TV e em meio à expectativa de que a propaganda gratuita possa alterar a composição dos candidatos apontada nas últimas pesquisas. Ainda assim, depois de passar dias descolado do exterior, o ambiente lá fora pode influenciar mais os negócios locais hoje.
Afinal, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, discursa pela manhã (11h) durante o tradicional encontro de banqueiros centrais no simpósio na cidade de Jackson Hole (Wyoming). Lá, ele deve falar sobre política monetária e a expectativa é de que dê sinais claros sobre os próximos passos na condução da taxa de juros norte-americana.
Além de confirmar a esperada alta em setembro - a terceira neste ano, Jay pode tratar de questões geopolíticas e comerciais em torno dos EUA. As disputas tarifárias com a China tendem a representar um risco ao crescimento econômico da maior economia do mundo, desacelerando a taxa de expansão ao longo deste segundo semestre, assim como a deterioração dos ativos da Turquia e de outros países emergentes pode afetar o ritmo da atividade global.
Mas Powell também pode se esquivar desses assuntos, após as críticas sem precedentes do presidente dos EUA, Donald Trump, de modo a evitar um conflito com a Casa Branca. As eleições legislativas em novembro (mid term elections) também eleva a tensão em Wall Street, em meio a um drama legal sobre a campanha presidencial e as relações pessoais do republicano, que pode levar a um pedido de impeachment de Trump.
Como pano de fundo de todo esse cenário, está o processo de normalização monetária nas economias desenvolvidas, encabeçado pelo Fed. Isso significa que os principais bancos centrais dos mundo estão reduzindo os estímulos artificiais, ainda em que estágios diferentes, rumo à eliminação total, dando início à era de escassez de recursos.
Nesse ambiente, as economias terão de avançar com sua própria força, sem nenhum “empurrãozinho” por parte dos BCs e com uma taxa de juros mais condizente. À espera da fala do presidente do Fed, as bolsas avançam desde a Ásia - exceto na China - passando pela Europa e chegando em Nova York. O dólar, por sua vez, recua, o que favorece o petróleo.

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