China tem forte queda

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa de juros básica da economia, a Selic, em 6,5% ao ano. Foi a segunda reunião seguida em que a taxa, que entrou em vigor em 22 de março, é mantida. 

O mercado financeiro deve redobrar a postura defensiva hoje, com o noticiário político das últimas horas reforçando a complexidade do cenário eleitoral no Brasil a cerca de três meses das eleições presidenciais e com a disputa ainda totalmente indefinida e em aberto. A cautela no exterior por causa da guerra comercial contribui para o sentimento mais negativo nos negócios locais.
O dia foi de perdas aceleradas na Ásia, com quedas de mais de 2% em Xangai e em Hong Kong, após os Estados Unidos confirmarem a intenção de elevar de 10% para 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses. O mais recente lance da Casa Branca na saga protecionista ofusca a mensagem otimista do Federal Reserve ontem e aciona a busca por proteção, inibindo o apetite por ativos de risco.
O sinal negativo se espalha para as bolsas europeias e os índices futuros em Nova York, com os investidores abalados pelas novas ameaças do governo Trump ao livre comércio. O dólar ganha terreno em relação às moedas rivais, com destaque para o novo recorde de baixa da lira turca, após sanções impostas ao país pelos EUA. Os metais básicos estendem o declínio, mas o petróleo se estabiliza.
Por aqui, os investidores digerem a movimentação na cena política à luz das eleições de outubro e até podem se animar com o isolamento da candidatura de Ciro Gomes, após o acordo fechado entre PT e PSB. A leitura mais imediata é de que tal aliança pode beneficiar Geraldo Alckmin (PSDB) no pleito. Mas o cenário é bem mais complexo.

.