mercados financeiros funcionam normalmente não alivia a tensão do investidor com o início de uma guerra comercial entre Estados Unidos e China nem com a maior volatilidade nos ativos de risco


A Copa do Mundo de Futebol correndo em horário comercial enquanto os mercados financeiros funcionam normalmente não alivia a tensão do investidor com o início de uma guerra comercial entre Estados Unidos e China nem com a maior volatilidade nos ativos de risco após ficar claro que a taxa de juros norte-americana vai subir quatro vezes neste ano.
Os jogos na Rússia até podem oferecer alguns de momentos de distração, com algumas surpresas no mercado surgindo bem na hora mais esperada da partida. Mas isso não deve suavizar a preocupação nos negócios. O cenário global continua sendo de muito estresse e a escalada dos conflitos comerciais, com Pequim retaliando Washington, pesam no exterior.
Os índices futuros das bolsas de Nova York exibem perdas aceleradas nesta manhã, prejudicando a abertura do pregão na Europa, após uma sessão de queda na Ásia. Contudo, o feriado na China hoje atenua a pressão negativa, mas o aumento do confronto entre as duas maiores economias do mundo inibem o apetite por risco.
Com isso, o dólar ganha terreno das moedas rivais. O euro é pressionado pela política de imigração na Europa, que ameaça a coalizão do partido da chanceler alemã Angela Merkel, ao passo que a libra esterlina cai antes de mais um debate no Parlamento britânico sobre o Brexit. Nas commodities, o petróleo tem queda firme, antes da reunião do cartel da Opep.
No Brasil, são os temores de instabilidade fiscal e eleitoral que vêm pesando nos negócios. O fim do avanço na agenda de reformas no Congresso e a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser solto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento na quarta-feira, adicionam variáveis ao cenário de risco local.

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