Inexplicável, absurdo, extraordinário



 Aos 52 do segundo tempo
No noticiário econômico, destaque para a revisão do Banco Central, aos 52 do segundo tempo, em sua meta de crescimento para a economia brasileira em 2014. Mudança pequena, coisa de vírgula.
Começou o ano com +2%, terminou com +0,2%.
No final das contas, acabou convergindo para a meta do (“pessimista”) mercado, tal como o fez na métrica para 2015.
Isso, é claro, não garante que acerte o número final.

 Inexplicável, absurdo, extraordinário
A propósito, aos 52 do segundo tempo, é bola para a área e torcida para alguém empurrar para dentro.
Fundos de pensão tentando minimizar o vermelho, gestores buscando a famosa puxeta na tentativa de melhorar o desempenho de carteiras às vésperas da apuração de bônus e taxas de performance.
Com liquidez de negócios reduzida, está aberta a temporada (curta) de variações inexplicáveis e extraordinárias na Bolsa brasileira...
Rossi Residencial (RSID3), Eletrobras (ELET6), Petrobras (PETR4) e JBS (JBSS3) na ponta positiva do Ibovespa hoje provam o ponto, para Warren Buffett nenhum botar defeito... só que não.

Paradoxo pouco é bobagem
Esta para causar um bug cerebral.
Embora reconheça a repetição, deixar passar seria ignorar o monotema do noticiário econômico, político e policial desta virada de ano.
Se não há irregularidade para tirar Graça Foster do cargo, por que raios consultar o Ministério Público antes de formar os ministérios?
Não foi o Ministério Público (Rodrigo Janot) que, semanas atrás, afirmou que a gestão da Petrobras era “desastrosa” e precisava de mudança?
Vale para um, não vale para outro?
E se não há atribuição de culpa que justifique mudança no corpo executivo da estatal, mas de certa forma há para o Conselho...
 
 

... pergunto: vale para quem presidiu o Conselho durante o cerne da montagem do esquema na empresa?

Efeito riqueza
Segundo pesquisa da Fidelity Investments, apenas 31% dos americanos estão tomando medidas preventidas em seus investimentos para 2015. No ano passado, a mesma pesquisa indicava 43%, o que indica postura pouco conservadora dos investidores por lá.
Pudera...
Bolsas em máximas históricas...
Vendas de moradias crescendo seguidamente há 32 meses...
Juros zerados...
Empresas com lucros inflados por resultado financeiro positivo...
Todo mundo ganhando dinheiro, sobrealocado em ativos de risco.
Um convite para a excesso de confiança e exuberância irracional.
Depois, não diga que faltou aviso.
Ou, que o aviso não foi claro.

VIXi...
 
 
 Os Cisnes Cinzas de 2015
O que poderia inverter esse cenário?
Antes, um breve esclarecimento.
O “Cisne Negro”, de Taleb, é o evento raro, de grande impacto e praticamente impossível de ser previsto. É a queda do avião do Eduardo Campos, o tsunami...
Já vi matérias por aí prevendo os cisnes negros para o próximo ano, o que é, portanto, um grande absurdo - prever o que por definição é imprevisível?
Os “Cisnes Cinzas”, por sua vez, são aqueles eventos que podem ser antecipados até certo grau, embora improváveis de ocorrer, e também carregam impactos consideráveis.
Se você não pode prever um Cisne Negro para 2015, ao menos pode se preparar para o que seriam potenciais Cisnes Cinzas...
Eventual conflito envolvendo países produtores de petróleo, puxando repique em suas cotações?
Alguma surpresa na economia chinesa?
Uma crise cambial severa nos emergentes?
Uma errada de mão do Federal Reserve no processo de retirada dos estímulos?
A quebra ou necessidade de resgate de algum banco relevante, ensejando risco sistêmico?
Algo para pensar.
O que os leitores pensam: a ação para 2015
Termino não com uma opinião minha, mas dos leitores.
Copio abaixo alguns dos primeiros feedbacks que recebi sobre a Ação para 2015 preferida dos leitores do M5M.

CTIP3: “Com a possibilidade da criação de um "GRAVAME" dos imóveis, tenho esta como a ação que irá se destacar em 2015
JSLG3: “Tem uma RENT3 (Movida) dentro dela, não precificada”.
EMBR3: “Receita em dollar,mercado americano em crescimento,china com possibilidades de crescer mais que 7%
OIBR3: “Telefonia, acessórios de automóveis, pneus, alimentação... mesmo numa crise, são mercados que recuam pouco.
ABEV3: “Nem a maior crise fará o brasileiro parar de beber

Você concorda com elas?
E...

Boas Festas!

Fonte:ADVFN

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