Uma empresa americana anunciou recentemente a criação de uma espécie de consultório itinerante. Dentro dele, os pacientes podem se consultar, por videoconferência, com um corpo clínico credenciado e apto a realizar atendimentos remotos. O intuito é que os especialistas possam resolver, a distância, casos simples, como febres, resfriados, conjuntivites, alergias, infecções respiratórias e dores de ouvido e de garganta. 

A comunicação entre médicos e pacientes é feita dentro de uma cabine, por meio de uma tela. Para colocar o projeto em prática, a HealthSpot contou com a ajuda de softwares avançados e da computação em nuvem – ferramenta que não só viabiliza as videoconferências em alta resolução, como armazena todas as informações trocadas ao longo dos atendimentos. Dentro dos quiosques, a empresa instalou equipamentos como balanças, termômetros, medidores de pressão, estetoscópios, oxímetros (para medir a saturação de oxigênio no sangue) e dermatoscópios, permitindo que o médico tenha acesso, em tempo real, à condição clínica de quem está do outro lado da tela. 

Recentemente, a Rite Aid, uma rede americana de farmácias, anunciou que adotará as cabines dentro de suas unidades, em um projeto piloto para avaliar o impacto e usabilidade desse tipo de sistema. “Um bilhão de pessoas em todo o mundo não têm acesso a atendimentos médicos. Em países africanos, muitos caminham até dois dias para chegar até um profissional de saúde”, diz Lisa Maughan, vice-presidente de marketing da HealthSpot. “Mas, mesmo em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, quem tem plano de saúde espera uma média de seis dias para conseguir passar por uma consulta”, diz. Com a ajuda da tecnologia, a empresa pretende melhorar esse cenário, tornando os atendimentos médicos mais ágeis, acessíveis e menos custosos.