Veja estampa quatro de dezenas de presos na “Operação Lava Jato”


Veja estampa quatro de dezenas de presos na “Operação Lava Jato”

Veja estampa quatro de dezenas de presos na “Operação Lava Jato”


A Revista Veja, edição 2400 que estará nas bancas neste domingo (16), estampa na capa os rostos de quatro de dezenas dos envolvidas no maior escândalo de corrupção da História do Brasil, o de desvio de dinheiro da Petrobras.
O texto com o título “A Prisão dos Bilionários”, diz que 18 altos executivos, empreiteiros e o homem forte do PT na Petrobras seguiram para a cadeia. Número poderá crescer, já que alguns deverão permanecer presos por até 30 dias, considerando que alguns pedidos de habeas corpus foram negados neste sábado.
Todos os detidos estão em Curitiba, onde a operação começou a tomar forma em março deste ano com a prisão do ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que arrastou o doleiro, Alberto Youssef, que também abriu a boca e acabou contribuindo para o sucesso desta sétima etapa da Lava Jato.
Parte do texto da Veja  
“Esse senhor pesadão, bem vestido, puxando uma maleta com algumas mudas de roupa e itens de higiene pessoal, não está se dirigindo a um hangar de jatos executivos para mais uma viagem de negócios. Ele está sendo conduzido por policiais para uma temporada na cadeia. A foto ao lado mostra o engenheiro Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, apontado por investigações da Operação Lava- Jato como o “chefe do clube”. Um clube muito exclusivo, diga-se. Dele só podiam fazer parte grandes empresas que aceitassem as regras do jogo de corrupção na Petrobras. Por mais de uma década, os membros desse clube se associaram secretamente a diretores da estatal e a políticos da base aliada do governo para operar um dos maiores esquemas de corrupção já desvendados no Brasil — e, por sua duração, volume de dinheiro e penetração na mais alta hierarquia política do país, talvez um dos maiores do mundo.
Dono de uma holding que controla investimentos bilionários nas áreas industrial, imobiliária, de infraestrutura e de óleo e gás, Pessoa foi trancafiado numa cela da carceragem da Polícia Federal. Ele e outros representantes de grandes empreiteiras que se juntaram para saquear a maior estatal brasileira e, com o dinheiro, sustentar uma milionária rede de propinas que abasteceu a campanha de deputados, senadores e governadores — e, mais grave ainda, segundo declaração do doleiro Alberto Youssef à Justiça, tudo isso teria se passado sob o olhar complacente do ex-presidente Lula e de sua sucessora reeleita, Dilma Rousseff.
Na ação policial de sexta-feira foram presos dirigentes de empresas que formam entre as maiores e politicamente mais influentes do Brasil: OAS, Camargo Corrêa, Mendes Júnior, Queiroz Galvão, UTC, Engevix, Iesa e Galvão Engenharia. Essas companhias são responsáveis por quase todas as grandes obras do país. Os policiais federais vasculharam as salas das empresas ocupadas pelos suspeitos presos e também suas casas. Embora tendo executivos seus citados por Youssef e Paulo Roberto Costa, o e­­x-diretor da Petrobras preso em março, que está contribuindo nas investigações, não foram alvos das investidas policiais da sexta-feira passada dirigentes de outros dois gigantes do ramo: a Odebrecht e a Andrade Gutierrez. O juiz Sergio Moro recebeu pedido dos procuradores para emitir ordem de prisão contra dois altos executivos da Odebrecht. Negou os dois, mas autorizou uma incursão na sede da empresa em busca de provas.

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