Vexame da seleção choca o país

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Frank Augstein/AP / Frank Augstein/AP
Torcedor chora após o jogo contra a Alemanha no Mineirão, em Belo Horizonte: foi a pior derrota da seleção brasileira em toda a sua história
A derrota humilhante da seleção brasileira por 7 a 1 para a Alemanha deixou o país perplexo. Após o encerramento do jogo no Mineirão, em Belo Horizonte, lideranças políticas começaram a se perguntar qual seria o impacto do desastre na campanha presidencial que já começou. De um lado, o governo perdeu a chance de usar um grande sucesso esportivo como trunfo eleitoral. De outro, parece improvável que a oposição venha a correr o risco de de se apropriar da derrota. É cedo, portanto, para avaliar os efeitos eleitorais desse "Mineirazo", como já começou a ser chamada a derrota.

No Twitter, Dilma disse que "assim como todos os brasileiros", está "muito triste com a derrota". "Sinto imensamente por todos nós, torcedores, e pelos nossos jogadores". "Brasil, "levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima", escreveu. Aécio Neves, candidato do PSDB, se manifestou pelo Facebook: "Como torcedor e como brasileiro, compartilho a frustração que estamos todos sentindo. Uma derrota sofrida, difícil de entender, mas que não apaga o brilho do futebol brasileiro e muito menos do nosso povo". Também pelo Facebook, Eduardo Campos (PSB) disse que "o povo brasileiro fez uma festa linda durante toda Copa, mas o sonho do hexa foi, por hora, adiado. Tenho certeza de que voltaremos mais fortes em 2018".
O filósofo político Marcos Nobre, do Cebrap e da Unicamp, previu que haverá o aumento de votos em branco e nulos, mas provavelmente não beneficiará nenhum dos candidatos à Presidência. A vantagem da presidente, diz Nobre, é que ela procurou se identificar nos últimos dias com Neymar - que ficou fora da semifinal -, mas não com o técnico Luiz Felipe Scolari, sobre quem deve recair a maior parte das críticas.

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