Empresas veem cenário incerto e mantêm hedge

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As empresas ainda veem um cenário de alta volatilidade cambial à frente, com as eleições e a normalização da política monetária nos EUA, e não abriram mão da proteção contra o risco de instabilidade do dólar. Os investidores estrangeiros, por seu lado, apostam na desvalorização do real e se mantêm "comprados" na moeda americana, com posição média de US$ 25 bilhões.
A procura por proteção caiu de 20% a 30% no volume de contratação de novas operações nos últimos dois meses, em que os mercados se mantiveram sem turbulências. Mas as empresas têm renovado os contratos fechados no ano passado. Isso explica o aumento do volume de compra de dólar por meio de contratos de termo de moedas na Cetip, que concentra as operações do mercado de balcão e responde pela maior parte das operações de hedge cambial contratadas pelas empresas.

Esse aumento reflete a concentração de vencimento de contratos fechados a partir do segundo semestre de 2013. Com o cenário externo mais tranquilo, o BC tem feito a rolagem parcial dos contratos que estão vencendo. A alta do dólar no início do mês, após o BC ter sinalizado que poderia deixar de rolar mais da metade do lote de US$ 10,06 bilhões que vence em 1º de julho, mostrou que a demanda pelas rolagens continua grande e levou a autoridade monetária a rever sua estratégia, dobrando o número de contratos rolados nos leilões.Nos cinco primeiros meses do ano, o volume negociado nesses contratos somou US$ 98,32 bilhões, ante US$ 60,77 bilhões registrados no mesmo período de 2013. Só em maio, movimentaram US$ 17,27 bilhões, alta de 15,52% em 12 meses. "Este ano é atípico, com evento como a Copa do Mundo no Brasil e, por precaução, as empresas estão procurando ser assíduas em suas políticas de hedge", diz Fábio Zenaro, gerente-executivo de desenvolvimento de produtos e negócios da Cetip.

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