Sabesp: Vai faltar água na Copa?

Agenda do investidor para esta quarta-feira
IPC (Índice de Preços ao Consumidor): mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. IGP-M (FGV): índice de inflação calculado todo o mês e comumente utilizado para a correção de contratos de aluguel e tarifas de energia elétrica. IPCA: identifica as variações nos gastos das famílias que ganham de um a quarenta salários mínimos nas principais regiões metropolitanas brasileiras. SINAPI: Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI) feito a partir do levantamento dos custos (material e mão de obra) da construção civil no setor habitação. Wholesale Trade: divulgação dos Estoques no Atacado nos EUA. EIA Petroleum Status Report: saldo semanal do estoque de barris de petróleo nos EUA. Fluxo Cambial (Banco Central): saldo semanal das entradas e saídas de capital estrangeiro no Brasil. FOMC Minutes: minuta da última reunião do comitê de política monetária do banco central dos EUA.
Sabesp: Vai faltar água na Copa?
No relatório de apresentação do balanço anual de 2013, a SABESP (SBSP3), dentro da seção Gestão de Riscos, mostra apreensão com o baixo volume de chuvas e consequente redução nos níveis de seus reservatórios. Segundo a companhia, a despeito de seus esforços, em 2013 e início de 2014 não pode evitar a exposição de suas operações aos efeitos da severa escassez hídrica em sua área de atuação, com precipitações bem abaixo da média histórica, resultando em uma redução do nível dos reservatórios durante a estação das chuvas, entre outubro e março, no Sistema Cantareira, o maior sistema da região metropolitana de São Paulo. Mesmo com o programa de incentivo à redução do consumo de água para os consumidores abastecidos pelo Sistema Cantareira, desde março a companhia já restringe a vazão de água captada no sistema em 15,4%. No entanto, o ponto mais preocupante destacado no relatório é, se as chuvas não retornarem a índices adequados, a companhia poderá ser obrigada a tomar medidas mais drásticas, como o rodízio de água. Um rodízio, ou racionamento de água, durante a Copa do Mundo seria um desastre para o imagem do Brasil no exterior. A SABESP ainda destaca que o volume faturado de água poderá cair durante 2014 e seus custos poderão aumentar em função dos investimentos adicionais necessários para mitigar os efeitos da seca nos sistemas produtores de água. A companhia já anunciou um contingenciamento no orçamento, para ajustar as condições econômicas e financeiras da empresa de forma a manter sua liquidez e equilíbrio, em vista da escassez hídrica que está enfrentando.

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