Nomes dos títulos do Tesouro Direto podem mudar, diz jornal

Dado Galdieri/Bloomberg
Dinheiro: nota de 50 reais
Dinheiro: De acordo com a Folha, Tesouro deverá focar os investidores mais experientes, em vez de tentar popularizar os títulos
São Paulo - O Tesouro Direto, sistema de negociação de títulos do Tesouro Nacional, deve passar por um processo de reformulação, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo
As mudanças, que devem ficar mais claras a partir de junho, incluem alterações nos nomes dos títulos, criação de novos produtos, ampliação dos canais de venda e novas ferramentas para facilitar a escolha dos papéis. 
O objetivo, segundo a Folha, seria abandonar o foco de popularização do Tesouro Direto para atrair investidores mais qualificados, já acostumado a produtos mais complexos de investimento. Segundo afirmou ao jornal o gerente de Relacionamento Institucional do Tesouro, André Proite, esse seria o público que o Tesouro busca.
De acordo com ele "não adianta gastar ficha [no público em geral]", por isso o Tesouro deverá focar mais no nicho que já compra produtos comoações e letras de crédito.
Segundo a reportagem, títulos que pagam cupom semestral poderão deixar de ser negociados, restando aos investidores apenas as opções de títulos que pagam todo o rendimento de uma só vez, no final do prazo de investimento.
O governo também poderá passar a oferecer ETFs de renda fixa. Os ETFs, sigla paraExchange Traded Funds, são fundos que acompanham índices de mercado, investindo em ativos que reflitam o comportamento do índice no qual estão referencidos. Atualmente só existem ETFs referenciados em índices do mercado de renda variável, como o Ibovespa.
O Tesouro Nacional possui índices de referência baseados em carteiras teóricas compostas pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto, como o IMA-B, que é composto por Notas do Tesouro Nacional-Série B (NTN-Bs) .
De acordo com a Folha, podem ocorrer também mudanças nos canais de distribuição dos títulos. Atualmente, os papéis são oferecidos por corretoras e bancos, mas sem muitos esforços porque a venda de outros investimentos, como os CDBs, gera mais lucros para as instituições.

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