Credores da OGX podem terminar 'sem nada', diz 'Financial Times'

Para jornal, possível venda de OGX Maranhão, único ativo da petroleira considerado 'confiável', pode deixar credores de mãos vazias.
Da BBC
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OGX negocia venda de subsidiária de gás, ainda considerada 'confiável' (Foto: AFP)
OGX negocia venda de subsidiária de gás, ainda
considerada 'confiável' (Foto: AFP)
Uma análise publicada nesta quarta-feira (29) no diário financeiro britânico Financial Times afirma que credores e acionistas da OGX - petroleira do empresário Eike Batista - que deve entrar com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira -, temem ficar sem nada depois que a empresa anunciou que está negociando a venda de seu braço de gás natural, ainda considerado 'confiável'.
Apesar de pequena, a OGX Maranhão, que tem ativos de gás na Bacia do Parnaíba, 'é o único bem de produção confiável que ainda resta na empresa'.
Em entrevista ao jornal, Aurélio Valporto, que está liderando um grupo de investidores que pretendem processar Eike Batista, a venda da OGX Maranhão 'é como roubar de todos os outros credores e acionistas', que poderão ficar sem nada se a OGX falir.


Ameça
O FT faz uma breve recapitulação da ascensão e queda da petroleira, que chegou a ter valor de marcado de US$ 22 bilhões, segundo o banco UBS.
No entanto, as ações da petrolífera despencaram mais de 90% depois que seus três campos, Tubarão Gato, Areia e Tigre foram declarados improdutivos e serão fechados no ano que vem.
'Desde então, a OGX vem apostando suas esperanças no campo de Tubarão Martelo , que deve começar a operar no mês que vem'.
'No entanto, se a OGX entrar com pedido de recuperação judicial, corre o risco de ficar sem esse e outros campos onde tem concessão'.
Segundo o FT, diante deste cenário, a OGX Maranhão seria um dos únicos bens que restariam aos credores e acionistas.
'Mas até isto pode estar sob ameaça depois que bancos credores da OGX anunciaram na segunda-feira que teriam fechado um acordo para vender a OGX Maranhão para Eneva, antiga empresa de energia de Batista que agora é controlada pela alemã Eon'.
'Em outro país, isto não aconteceria', afirmou Valporto ao FT.

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