OGX obriga Eike a cumprir acordo e injetar US$ 1 bilhão


Desembolso será feito em parcelas; inicialmente, a empresa receberá 100 milhões de dólares


Fernando Lemos/EXAME
Eike Batista
Eike Batista: empresário foi chamado pela OGX a cumprir o acordo de US$ 1 bilhão
São Paulo – Com o caixa curto, a OGX decidiu obrigar Eike Batista, seu controlador, a cumprir um acordo firmado em março de 2012 e injetar 1 bilhão de dólares na companhia. O dinheiro, contudo, chegará em parcelas. A primeira, imediata, será de 100 milhões de dólares.
De acordo com comunicado da empresa, o saldo de 900 milhões de dólares será desembolsado gradualmente, “diante da necessidade de caixa adicional” da petrolífera fundada por Eike Batista.
Tecnicamente, a operação é um exercício de “put”, termo que indica um contrato em que uma parte, no caso Eike, é obrigado a comprar as ações de uma empresa, no caso a OGX, por um determinado preço, queira Eike ou não. O preço estabelecido no acordo é de 6,3 reais por papel, bem acima dos 41 centavos de real com que as ações ordinárias fecharam ontem o pregão da Bovespa.
De acordo com o comunicado da OGX, a direção da empresa vai propor uma reunião extraordinária do conselho de administração, com o objetivo de aprovar uma assembleia geral de acionistas para formalizar o aumento imediato do capital social da companhia no valor de 100 milhões de dólares.

O novo Hotel Glória que Eike não tirou do papel, em 20 fotos

Revitalização do primeiro hotel cinco estrelas do Brasil foi interrompida após problemas das empresas X

Divulgação
O Hotel Glória foi comprado pelo grupo EBX em 2008 e, inicialmente, a reinauguração do empreen
São Paulo – Eike Batista bem que tentou, mas não conseguiu concluir a revitalização do Hotel Glória Palace, no Rio de Janeiro.
A reforma do hotel foi interrompida há pelo menos três meses e o grupo EBX, agora, negocia a venda do primeiro hotel brasileiro a ganhar o título de cinco estrelas do país.
Rumores indicam que o fundo suíço Acron já assinou um contrato de exclusividade para comprar o empreendimento por 225 milhões de reais. A operação ainda não foi confirmada ao mercado.
Em 2008, o Glória Palace foi comprado pela REX, braço imobiliário da EBX, por 80 milhões de reais. Veja como seria o hotel com a reforma proposta por Eike, mas que não saiu do papel.
 

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