HRT dispara 20% com expectativa de oferta hostil ou fusão




HRT dispara 20% com expectativa de oferta hostil ou fusão

RIO E SÃO PAULO - 
As ações ON da HRT disparam nesta quinta-feira, com forte volume. Por volta de 13h45, o papel marcava alta de 20,08%, a R$ 5,62, e giro de R$ 38,6 milhões. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,66.

Conforme informou o jornal Valor hoje, um grupo de fundos de investimento com participação relevante na empresa de petróleo pretende tirar seu fundador, Marcio Mello, do comando, por considerarem que sua imagem foi desgastada pelos fracos resultados apresentados.
Também há suspeitas de que a companhia seja alvo de uma oferta hostil para tomada do controle. O Credit Suisse vem ampliando a fatia no capital da HRT, a pedido de um cliente.
Pelo contrato fechado pelo Credit, esse investidor está exposto às oscilações da HRT, mas não tem a posse do papel. A qualquer momento, ele pode transformar esse derivativo em uma posição "cash", no jargão do mercado. Ou seja, assumindo a propriedade das ações. Um teste no mercado para medir o apetite comprador de algum potencial estratégico na HRT será feito no fim da semana - a ação deverá sair do índice MSCI, que reúne papéis de emergentes.
Por conta do ajuste de fundos passivos, haverá forte pressão vendedora no papel - a menos que algum comprador apareça para aproveitar-se da oferta vendedora. Nas últimas semanas foi possível observar algumas movimentações com ações da HRT.  Houve aumento do aluguel de ações e ontem o papel subiu 8,33%, ainda insuficientes para neutralizar a perda de valor de 58,8% somente este ano.
Um eventual novo investidor só seria obrigado a fazer uma oferta pela companhia ao atingir uma posição acionária maior do que 20% na empresa, conforme o estatuto. Outra possibilidade de assumir o controle é se um novo investidor relevante juntar forças com outros fundos.
Também cogita-se a possibilidade de uma fusão com outra empresa do setor. Um dos nomes aventados no mercado é o da Cobalt, companhia independente que descobriu petróleo em Angola e na qual a Goldman Sachs, que tem 5,28% da HRT, possui fatia relevante de 15,33%.

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