Hoje não tem jogo do Brasil pela Copa do Mundo, mas a liquidez do mercado financeiro tende a seguir baixa

Hoje não tem jogo do Brasil pela Copa do Mundo, mas a liquidez do mercado financeiro tende a seguir baixa, apesar da menor aversão ao risco no exterior. Nesta véspera de feriado pela Independência dos Estados Unidos, as bolsas de Nova York fecham mais cedo (14h) e não abrem amanhã, enxugando o volume de negócios pelo mundo.
Isso sem falar no “feriadão” que está pintando em São Paulo, com os investidores emendando o 9 de Julho na próxima segunda-feira com o fim de semana e começando a pausa já no início da tarde de sexta-feira, quando a seleção brasileira entra novamente em campo na Rússia para enfrentar a Bélgica pelas quartas-de-final do Mundial.
Aliás, operadores e investidores não têm tido vergonha nenhuma em acompanhar mais os eventos em campo do que no pregão. Eles, assim como muitos de nós, têm se distraído durante as partidas que acontecem no horário de trabalho, o que tem reduzido o volume negociado no mercado financeiro global – inclusive em Wall Street.
Tal comportamento segue a tônica das últimas Copas e os feriados nos próximos dias apenas contribuem para enxugar ainda mais a liquidez, distorcendo os preços dos ativos. E à medida que a seleção brasileira avançar rumo ao hexacampeonato, o número de negócios por aqui tende a ser ainda menor, perdendo vigor conforme aumentam os gols.
A agenda de indicadores econômicos segue igualmente fraca e pouco tem contribuído para melhorar a dinâmica do mercado. Os investidores estão à espera dos dados sobre a produção industrial e a inflação ao consumidor (IPCA) no Brasil, que devem trazer os impactos da greve dos caminhoneiros sobre a atividade e os preços, além dos números sobre o emprego nos EUA (payroll).

Comentários

.