O mercado financeiro atenua a tensão entre Estados Unidos e China, escondendo a preocupação com o impacto da guerra comercial no crescimento global e nas restrições à troca internacional de produtos

O mercado financeiro atenua a tensão entre Estados Unidos e China, escondendo a preocupação com o impacto da guerra comercial no crescimento global e nas restrições à troca internacional de produtos. O cenário externo amanhece mais amigável e esse ambiente pacificado pode ajudar o Banco Central, neste dia de decisão sobre a taxa básica de juros.
O Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia o patamar da Selic por volta das 18h e, após o alívio nos negócios locais ontem, a aposta majoritária é de que o juro básico permanecerá no piso histórico de 6,50% pela segunda vez seguida. O mercado doméstico teve um dia de caça às pechinchas, após as duras perdas.
A Bolsa brasileira teve a maior alta diária em quatro meses, ao passo que o dólar fechou de lado, no primeiro dia sem intervenção do BC via leilão de swap cambial desde o anúncio do lote extra. Aparentemente, a autoridade monetária venceu a batalha...
O foco do investidor fica, então, concentrado no comunicado da decisão do Copom hoje à noite, em buscas de pistas sobre os próximos passos. Com isso, a reação do mercado doméstico fica adiada para amanhã, o que desloca o radar para o cenário externo.
Lá fora, a percepção é de que a China não pode ir de igual para igual em uma guerra tarifária contra os EUA, simplesmente porque a segunda maior economia do mundo não compra tantos produtos feitos na América. Mas Pequim tem outras ferramentas.

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