DESTAQUE DO DIA

Não é bem como parece ser. As tensões comerciais fazem uma pausa no exterior, dando a entender que a guerra declarada pelos Estados Unidos é apenas um motivo para o investidor embolsar os ganhos durante as férias no Hemisfério Norte, ao passo que a decisão da Suprema Corte de levar o pedido de liberdade de Lula ao plenário não passou de um susto.
A decisão do ministro Edson Fachin de levar a pauta ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) adia o julgamento para agosto, mantendo o líder petista preso e prolongado a incerteza. Mas como os 11 ministros já negaram o pedido de habeas corpus de Lula uma vez, o cenário é mais adverso ao ex-presidente.
Aliás, o cenário eleitoral segue no radar local, à espera da divulgação de uma nova pesquisa Ibope sobre a corrida presidencial. O instituto está em campo desde sábado, a pedido da CNI, e deve divulgar os números na quinta-feira.
Com isso, quem assume a cena no mercado doméstico hoje é o Banco Central, cuja atuação no mercado de câmbio tem trazido segurança aos negócios com dólar, aliviando a pressão nos juros futuros, em meio às publicações relevantes previstas para esta semana. O destaque do dia fica com a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana passada.
No encontro deste mês, o Comitê sinalizou que a taxa básica de juros não deve subir tão cedo. A mensagem deixada no comunicado que se seguiu à decisão de manter a Selic estável no piso histórico de 6,50% pela segunda vez seguida foi bem clara.
Apesar do enfraquecimento contínuo do real, o BC só deve reagir via política monetária se as expectativas de inflação piorarem. Ainda assim, o documento ganha importância, pois pode lançar luz sobre o que se deve esperar para a trajetória da Selic nos próximos meses.

Comentários

.