GIRO NO MERCADO

Enquanto os mercados domésticos estão mais preocupados com o futuro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os negócios no exterior estão assustados com a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. E as 24 últimas horas trouxeram informações que reforçam tal percepção, sensibilizando os ativos de risco pelo mundo, diante dos possíveis sinais de descolamento na expansão global sincronizada.

Como se já não bastasse as investidas protecionistas do norte-americano, que têm elevado a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo, o republicano resolveu entrar em confronto com o setor de tecnologia nos EUA, que vê sua trilha de lucros e sucesso ameaçada por nova regulamentação e taxação mais eficiente a ser criada pela Casa Branca. Depois do foco no Facebook, o alvo foi deslocado para o modelo de negócios da Amazon.

Ontem, as bolsas de Nova York registraram quedas acentuadas, sendo que a Bolsa eletrônica Nasdaq passou a acumular perdas em 2018 e o S&P 500 fechou abaixo da famigerada média móvel de 200 dias (MM200) pela primeira vez desde junho de 2016, dando um sinal ameaçador de que Wall Street parece estar adentrando em um território de correção no curto prazo. Apesar das questões pontuais envolvendo o desempenho das “Techs”, merece atenção a queda espalhada entre os diversos setores e ações listadas nos índices norte-americanos.

Como reflexo, o sinal negativo prevalece nos negócios na Ásia e na Europa, mas mostram alguma resiliência, com as perdas sendo bem menores do que o observado na véspera em Nova York. Hong Kong, inclusive, conseguiu zerar a queda e fechar ligeiramente em alta, em meio à volta da volatilidade aos mercados. A tentativa de recuperação apontada pelos índices futuros das bolsas norte-americanas ajuda no movimento.

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