Giro no mercado financerio com Alexandre Yokoyama

No Brasil, é difícil dizer se haverá algum rali relevante nas próximas semanas ou se está no radar uma deterioração adicional dos negócios, principalmente levando-se em conta a temperatura política. Esta semana será de definições em relação aos possíveis candidatos na corrida presidencial, deixando dúvidas sobre o próximo movimento dos ativos.

Com isso, a cautela tende a prevalecer, ao menos até o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para quarta-feira. O placar na Corte tende a ser apertado e a possibilidade de deixar o líder petista livre da prisão ainda não pode ser totalmente descartada.

Há também a chance de o STF prorrogar a decisão, mantendo a incerteza quanto à presença de Lula na disputa em outubro, o que pode azedar o humor dos mercados domésticos, que preferem se afastar de candidatos populistas. Isso sem falar na pluralidade de concorrentes para o pleito, com muitas opções de centro e à direita diluindo a chance de vitória firme.

Mesmo os nomes que devem surgir, como o do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles – talvez na chapa de reeleição do presidente Michel Temer – estão longe de um favoritismo amplo. Aliás, o mercado doméstico ficou devendo uma reação à prisão de pessoas próximas a Temer na quinta-feira passada, no âmbito da Operação Skala.

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