Com Lula na cadeia, a expectativa do mercado é de que perde força a articulação política dos partidos à esquerda mirando as eleições de outubro.

Por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) disse não ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abrindo caminho para que o líder petista seja preso. A decisão, definida na madrugada após a presidente da Corte Cármen Lúcia desempatar o placar, irá impulsionar os mercados domésticos hoje, depois do susto na véspera, de que a solução entre os ministros poderia ser outra. 
E o movimento local receberá força extra do exterior, onde os negócios já se recuperam, amenizando a tensão com a guerra comercial ainda não declarada.

Com a derrota no STF, Lula poderá ser preso assim que forem esgotados os recursos em segunda instância (TRF-4), sendo que a defesa do ex-presidente tem até a próxima terça-feira (dia 10) para decidir se apresenta mais algum recurso ao tribunal de Porto Alegre, embora não haja a possibilidade de reverter a condenação nem absolvê-lo.
Depois de esgotada a jurisdição, tem início a execução da pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP).

Caberá ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal, comunicar a decisão, mandando a Polícia Federal prender Lula. À espera desse evento, os investidores devem se antecipar e colocar nos preços dos ativos locais a prisão do líder petista, que, de qualquer forma, já estaria de fora da disputa presidencial deste ano por causa da Lei da Ficha Limpa. 
Com ele na cadeia, a expectativa do mercado é de que perde força a articulação política dos partidos à esquerda mirando as eleições de outubro.

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