Pré Market de terça feira

Pré Market: No dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) explica, na ata da reunião da semana passada, o que levou a alterar o plano de voo em relação à taxa básica de juros, prevendo agora mais um corte na Selic, em maio, os mercados internacionais dão continuidade ao rali da véspera, diante dos sinais de que a escalada das tensões comerciais está diminuindo. Por ora, é a falta de novidades concretas entre Estados Unidos e China que tem animado os negócios, aliviando a pressão nos ativos de risco, mas o tema está longe de uma solução.
A ausência de uma deterioração adicional entre as duas maiores economias do mundo combinada com uma retórica ainda conciliadora entre Washington e Pequim leva o mercado financeiro a crer que “todos serão felizes” nas negociações comerciais, como escreveu ontem no Twitter o presidente norte-americano, Donald Trump. Ao que tudo indica, trata-se de uma estratégia dos EUA para pressionar outros países e obter algumas vitórias, ao invés de uma guerra declarada.
Mas a postura mais protecionista tende a trazer menos crescimento e mais inflação aos EUA, podendo intensificar o ritmo do Federal Reserve no processo de normalização da taxa de juros no país. Além da ameaça de retaliação de outro nações - embora ainda se tenha um evitado um tom mais duro bem como medidas de reciprocidade. Porém, não se trata de algo que se pode simplesmente dispensar - é preciso esperar que tais ações sejam efetivadas.
Afinal, a abertura do mercado chinês a produtos norte-americanos e aos serviços financeiros também faz parte do plano de longo prazo do Partido Comunista, de tornar seus 1 bilhão de habitantes em consumidores, fortalecendo a demanda interna e garantindo o crescimento econômico do país também pela via do consumo das famílias. Ao mesmo tempo, a economia passa a ser orientada pelo mercado - uma intenção que tem mostrado dificuldades de implementação nos últimos anos.
Leia: Pré-Market: BC se explica e mercado se ilude ( http://br.advfn.com/jornal/2018/03/pre-market-bc-se-explica-e-mercado-se-ilude )
Empresas
Banco do Brasil (BBAS3): O Banco do Brasil informou na noite desta segunda-feira (26), após o fechamento do mercado, que o seu Conselho de Administração aprovou o aumento de capital pelo BB Banco de Investimentos, em até R$ 93,5 milhões na Neoenergia.
Natura (NATU3): Em comunicado enviado ao mercado nesta segunda-feira (26), a Natura informou que o Conselho Administrativo de Recursos Ficais (Carf) optou por manter a multa à Natura de R$ 925 milhões.
Eternit (ETER3): A Eternit adiou a divulgação dos resultados referentes ao exercício de 2017. Segundo a empresa, a divulgação está prevista para o dia 16 de abril.
IMC (MEAL3): Segundo o jornal Valor, uma provável fusão entre as empresas de refeições coletivas Sapore e IMC, dona das redes Viena e Frango Assado, voltou ao radar dos acionistas e pode evoluir sob novas condições.
Eletrobras (ELET6): Nesta terça-feira (27), a Eletrobras divulgou seus resultados operacionais referente ao ano de 2017. Segundo a empresa, durante o 4T17, a Eletrobras obteve receita líquida operacional de R$ 9,2 bilhões.
Even (EVEN3): A construtora Even reportou prejuízo líquido de R$ 236 milhões no 4 trimestre de 2017.
Direcional Engenharia (DIRR3): A Direcional Engenharia, uma das maiores incorporadoras do Brasil, reportou prejuízo líquido de R$ 61,8 milhões no 4T17.
Smiles (SMLS3): O Conselho de Administração da Smiles Fidelidade aprovou o pagamento de R$ 14 milhões sob a forma de juros sobre capital próprio. O pagamento será feito no dia 27 de abril.
Recomendações do dia
(CCRO3): A equipe de análise do Itaú BBA cortou o preço-alvo do ativo para R$ 13,50, após revisar suas estimativas.
(BRSR3): A Safra Corretora manteve recomendação neutra no papel, com preço alvo de R$ 21.
(CYRE3): A equipe do JP Morgan elevou a recomendação da Cyrela, com alvo em R$ 17.
(EZTC3): O Itaú BBA optou por manter a recomendação do ativo como market perform e preço-alvo de R$ 20,4.

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