O mercado não está ligando para assuntos como a reforma da Previdência e o rombo das contas públicas, mas deveria, pois a crise fiscal segue com uma gravidade enorme no país.

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Petrobras: a empresa registrava, às 15:34h na quarta-feira,25 (horário de Nova York), seu maior valor nos últimos 12 meses, com alta de 8,7% em relação à cotação de terça-feira. O bitcoin, enquanto isso, subia bem menos: 3,45%.

O mercado financeiro festejou o placar de 3 a 0 contra o ex-presidente Lula no TRF-4, que praticamente elimina as chances do líder petista disputar as eleições presidenciais deste ano. Mas nesta sexta-feira espremida entre o feriado na cidade de São Paulo e o fim de semana, os investidores podem até levar em conta o desempenho das ações brasileiras negociadas no exterior (ADRs), que dispararam ontem na Bolsa de Nova York. Só que após o salto de 3 mil pontos do Ibovespa na quarta-feira e da queda do dólar ao menor nível desde outubro, abaixo de R$ 3,15, ontem, ainda em reação à decisão da Justiça, os negócios locais devem ficar “de ressaca” hoje, ajustando os preços dos ativos.

O mercado não está ligando para assuntos como a reforma da Previdência e o rombo das contas públicas, mas deveria, pois a crise fiscal segue com uma gravidade enorme no país. Por isso, passada a euforia que tomou conta dos negócios locais minutos antes do fechamento do pregão de quarta-feira, a cautela deve voltar, pois o otimismo desenfreado não pode estar amparado em anseios e sinais tão frágeis. Ainda mais quando não se sabe se uma agenda reformista irá emplacar durante a campanha e a partir de 2019.

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