Deutsche Bank em queda livre com especulação sobre ajuda do Estado


Alexandre Yokoyama
Ceo
Prezados leitores, não vêm de hoje as preocupações com a saúde financeira do Deutsche. Rumores a seu respeito já rondam as mesas de operações há vários meses, e seus resultados no último teste de estresse promovido pelo BCE justificaram certa cautela.

 O que me aflige é que o Deutsche Bank, maior banco alemão, pode estar à beira do colapso.Deutsche Bank em queda livre com especulação sobre ajuda do Estado
Queda de 6% do maior banco alemão na bolsa está a arrastar as praças europeias. Banco assegura que não pediu ajuda ao Governo por causa da multa histórica de 14 mil milhões de dólares que os Estados Unidos querem aplicar
Deutsche Bank está a cair 6% em bolsa esta segunda-feira, tendo atingindo um novo mínimo histórico nos 10,62 euros. A explicação para a derrapagem é a notícia da revista alemã Focus ter de que Angela Merkel descartou a possibilidade de ajudar a instituição nas conversas com as autoridades de justiça norte-americana, que querem aplicar umamulta histórica ao banco.
O banco veio entretanto assegurar que vai resolver os seus problemas sem depender da ajuda de Berlim.
"(O presidente-executivo) John Cryan em nenhum momento pediu à Chanceler alemã (Angela Merkel) para o Governo intervir no caso das hipotecas junto ao Departamento de Justiça dos EUA.  O Deutsche Bank está determinado a resolver seus desafios por conta própria"
O porta-voz do banco garantiu que "atualmente, não há questão de um aumento de capital. Estamos a cumprir todos os requisitos regulamentares".
Também o porta-voz de Merkel disse hoje que não há razão para especular sobre uma eventual ajuda do Estado alemão ao Deutsche Bank.
O tombo do banco em bolsa está a fazer a bolsa alemã, de Frankfurt, perder 1,9%. Também as restantes praças europeias estão a ser contagiadas por este pessimismo, com Paris a cair 1,6%, Milão a mesma coisa, Madrid 1,3% e Londres 1,2%. Lisboa tem a menor queda da Europa, cerca de 0,5%.
Os receios dos investidores prendem-se, também, com o primeiro debate entre os candidatos à Casa Branca, que acontecerá precisamente hoje. Os analistas antecipam que se Donald Trump tiver um bom desempenho na discussão com Hillary Clinton a volatilidade poderá aumentar nos mercados. As eleições, recorde-se, são a 8 de novembro.

PARCEIROS E COLABORADORES UTILIZAM:

.