O governo Temer , estamos aguardando trabalho o Brasil continua parado

Governo Temer faz discurso de austeridade, mas suas práticas têm sido pouco austeras.
Em junho, autorizou R$ 669 milhões em emendas parlamentares individuais. 
É o maior valor mensal liberado  desde o início da atual legislatura, no ano passado.
Fica o benefício da dúvida até o impeachment definitivo de Dilma.
Em setembro, acaba a fase do café com leite.
"Estamos em um sistema de contenções” - disse Temer, hoje pela manhã.
 Sério, cadê?
"A contenção não começou a aparecer ainda. Mas, a partir de certo momento, começaremos com medidas impopulares."
Fazenda definiu como objetivo fechar 2017 com um deficit primário menor que o de 2016.

Espero que não seja essa a régua para o “sistema de contenções”.
Déficit menor que R$ 170 bi não é exatamente uma tarefa contenciosa. 
Assim que rolar o impeachment, começa também o programa de privatizações.
Meirelles quer que isso renda algo entre R$ 20 e R$ 30 bi para o caixa do Tesouro. 
Em tese, portanto, estaríamos em vantagem de pelo menos R$ 20 bi em relação ao primário de 2016.
Por que, então, continuamos falando de um déficit primário da ordem de R$ 150 bi? 
Governo sabe de buracos que desconhecemos?

Os Correios precisam de um aporte de R$ 6 bi.
A Caixa deve ser a próxima estatal a pedir dinheiro.
Previdência continua comendo solta...
Se os R$ 669 milhões em emendas parlamentares proporcionarem uma reforma previdenciária, terá valido a pena.
Se proporcionarem a PEC de teto de gastos, terá valido a pena.
Por ora, sabemos apenas o custo de Temer (que é menor que o de Dilma).
Não sabemos ainda o custo-benefício de Temer.

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