Planeta Brasil conjunto complementar

Para quem esquecera, esta semana nos lembrou que o exterior faz preço no mercado doméstico.
Ou seja, nem tudo é impeachment.
A queda do Ibovespa ontem entrou na conta do Eduardo Cunha - um erro de interpretação.
Cunha, no momento, não é tão relevante para nosso mercado (talvez venha a ser).Commodities são relevantes, preocupação com economia global também.

Hoje pela manhã, os EUA deram um susto em todo mundo.
Mercado de trabalho americano gerou 160 mil vagas em abril, bem abaixo das 200 mil esperadas.
Isso adia - mais uma vez - o cronograma de aumento de juros por lá.
Parece bom viver mais tempo na farra global de liquidez, mas não me anima tanto.
Call me old fashioned, mas, entre liquidez financeira e crescimento econômico, eu prefiro o segundo. 
Voltemos então ao Brasil, que é mais emocionante.
 Temer, que abandonou rapidamente o minimalismo ministerial, está inclinado a manter o MDIC, talvez com Serra lá.
 Posso estar errado, mas acho que falamos muito dos ministérios enquanto eles estão se tornando cada vez menos importantes (inclusive, por retornos marginais decrescentes).
 Temer parece disposto a governar por meio de um parlamentarismo de facto - talvez um teste para, eventualmente, o de juri.
 
No fim das contas, pouco importa ter um ministro notável (ex. Joaquim Levy) se suas propostas sequer fazem cócegas no Congresso.
 Melhor seria ter propostas lúcidas com votos amplos.O foco então está (i) nos votos parlamentares e (ii) na lucidez das propostas.
 Obviamente, a conferir. Não tem nada garantido nesses dois pilares.O também parlamentar de facto Meirelles falou ontem ao Jornal Nacional já como ministro da Fazenda. 
Pregou metas realistas e reversão rápida da trajetória da dívida pública.
 Como? Só saberemos daqui a alguns dias.
 Aliás, como Meirelles chegou até aqui? Você já se perguntou?
Ele definitivamente não é o melhor dos técnicos.
Eu diria que seu estilo de liderança é motivacional.
 Resta saber se estamos jogando a Copa de 2002, ou a de 2014.

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