Crise em gestação

Alexandre Yokoyama
Ceo YBBRIO
Mercado chinês volta a preocupar, tanto por ações quanto nos futuros de commodities.
Parte do governo quer estímulos que sustentem um crescimento do PIB > 6%.
Outra parte prefere encarar um menor crescimento e enfrentar a inadimplência, antes que vire credit crunch.
É a típica escolha entre sofrer o necessário agora e sofrer em demasia depois.
Historicamente, as necessidades presentes são percebidas como demasiadas.
Ou seja, essa bucha vai estourar um pouco mais à frente.
Para o frágil Brasil, “um pouco mais à frente” tende a ser melhor.
Nesta sexta-feira, começa oficialmente o Governo Temer.
Mas logo antes do fim de semana?
A equipe de Temer não terá fins de semana.
Aqui e lá fora (China, Fed), as influências pedem pressa, muita pressa.
Até 13 de junho, já saberemos se vai dar certo ou não.

O ritmo ideal para Temer seria o ritmo da faxina judicial. 
Todo dia é dia de trabalho.
Nos últimos acontecimentos:
(i) Gleise Hofmann indiciada junto a Paulo Bernardo.
(ii) Acordo de leniência recorde com a Andrade Gutierrez.
(iii) Guido Mantega convidado a passear de camburão.
Não incluo a manobra de Waldir Maranhão como um “último acontecimento”, por julgá-la caricata.
O mercado sentiu, precificando um risco.
Prefiro, entretanto, distinguir "risco" de “confusão”.  Confusões tornam as coisas baratas.


Fala-se, cada vez mais, da capitalização de Petrobras.  Não vamos esquecer de Eletrobras.
Ninguém ainda tem coragem de privatizar a Petrobras, mas com Eletrobras é diferente.
Dá pra privatizar ELET e resolver um belo de um problema.
É mais fácil encontrar investidores interessados no turnaround de distribuidoras do que na recuperação do petróleo. O aceite popular também seria infinitamente maior. 

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