Estamos aguardando ... os senhores Ministros.

"Quero trazer o Serra, mas quero também trazer o PSDB por inteiro", afirmou Temer.
Uma mão lava a outra. 
E quem dá atenção recebe atenção.
 Assim como Meirelles está quase confirmado para a Fazenda, já vislumbro José Serra na Educação.
Fico a imaginar qual seria o impacto do ministro Serra sobre as educacionais…
 … lembrando que Estácio (ESTC3) acumula queda de -12% no ano.

Outro ministro probabilíssimo: o economista e peemedebista Romero Jucá, no Planejamento.
 Foi entrevistado e disse:
 "Começar qualquer governo discutindo o aumento de impostos não é um bom caminho. Até porque aumentar impostos não é garantia de ampliar arrecadação. Esse é um assunto que não está em pauta agora”.
 
CPMF não está por vir.
O que está por vir então?

Copom não mexe nos juros hoje, mas nem por isso é irrelevante.
A rigor, considero essa reunião histórica; tudo indica que é a última de Tombini como presidente.
Meirelles já procura nomes para o cargo. Nada seria mais óbvio do que Tony Volpon, que já é diretor do Bacen e só precisa trocar de sala.
Tudo indica também que Temer buscará aprovar a independência formal do Banco Central - um legado importantíssimo para nosso arcabouço institucional.
 
Política fiscal será melhor (não teria como piorar), mas não vamos ignorar as contribuições da política monetária.
Foi Meirelles quem, à frente do BC, acumulou as reservas internacionais que hoje evitam o pior.

O que seria o pior para nosso câmbio?
Aumento de juros nos EUA, é claro. Pior para o nosso câmbio, e para o câmbio de todos os emergentes.

No melhor dos mundos, teríamos um ou dois ajustes do Fed até o fim do ano.
Meirelles já deve estar pensando nisso.
Precisamos ter tempo de dar um choque de confiança doméstica antes que o Banco Central dos EUA acelere a contração monetária por lá.Se tudo der certo, dólar irá para abaixo de R$ 3,50 - sem me convencer.




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