Quem vai engolir o CPMF ou sera que sera para roubar o nosso foco?


Só quem está otimista é o Governo Dilma, certo de que votará no Congresso suas propostas de interesse.
 Em agenda com os parlamentares, Nelson Barbosa defenderá uma lista de reformas: previdência, CPMF e DRU.
 A reforma previdenciária, por exemplo, é fortemente criticada pelo próprio PT.
 Ninguém vai engolir CPMF neste momento.
 Logo, resta torcer pela desvinculação das receitas da União.
 Ou para que as receitas da União sejam desvinculadas do Governo Dilma.

Fato é que o impeachment via pedaladas esfriou com o recesso, e dificilmente voltará a pegar fogo depois do Supremo.
 Mas conhecemos outros gatilhos latentes para a alta política da Bolsa brasileira.
 Enquanto o impeachment perde força, o cerne da Lava Jato se volta para Lula.
 Segundo a imprensa, Dilma cogita - inclusive - se afastar do PT para salvar seu mandato até 2018.
 São muitos os cenários especulativos. Não sabemos o que vai acontecer.
Sabemos apenas o que não vai acontecer. E isso nos basta.

Sabemos que o Governo atual é insustentável ao lermos a entrevista de Valdir Simão à Folha.
 O novo ministro do Planejamento decidiu avaliar todos os programas sociais em voga.
 Farmácia Popular, Garantia Safra, Unidades de Pronto Atendimento e Pró-Infância.
 Valdir está avaliando, avaliando, avaliando...
 Só que não temos tempo de avaliar mais nada.
 Veja só o que já está ocorrendo com os impostos:
- ICMS subindo em 20 estados, além de passar a ser cobrado sobre novas atividades.
- IPVA subindo em 12 estados, IPTU subindo 10% ou aumento do valor venal.
- Alteração no calculo do IPI de bebidas, com algumas tarifas ficando 6 vezes maiores.
- PIS e COFINS de computadores e smart phones subindo 10%, tarifa de aeroportos subindo 10,7%, pedágios subindo 11%.
Nesse contexto, a CPMF parece ser apenas uma distração para roubar nosso foco

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