Resumo Semanal


No cenário internacional, a semana continuou muito volátil, liderada pela queda do mercado chinês e do preço do barril de petróleo, que atingiu US$ 30, pela primeira vez desde 2003. Nos EUA, vários membros do comitê de política monetária discursaram. De forma geral, sinalizaram que ainda acreditam na solidez da economia americana, mas caso a crise mundial comece a afetar as expectativas inflacionárias, subir a taxa de juros em 100 pontos-base ao longo de 2016 seria excessivo. Até voltar a cortar a taxa base não estaria fora da questão, afirmou William Dudley, presidente do Fed de NY.

No Brasil, o destaque foi a guinada à heterodoxia do governo Dilma. Na sexta-feira, a presidente deu várias declarações neste sentido, incluindo que: (1) não considera a TJLP uma taxa subsidiada, (2) vê o Banco Central como “autônomo”, mas não independente, sugerindo que uma possível pressão do Planalto para a manutenção da Selic é valida, (3) e que para haver equilíbrio fiscal é preciso crescer, o que embora seja razoável, dita pela petista sugere afrouxamento fiscal. Barbosa se encontrou com Luciano Coutinho, o presidente do BNDES, para discutir novas linhas de crédito, incluindo uma mais barata para pequenas empresas (que provavelmente seria subsidiado pelo próprio banco que, dado o seu baixo custo de captação, tem lucro positivo), e também a extinção da exigência de registro em cartório para certos contratos, que tem custo de cerca de R$ 2 mil. O governo também quer que o BB empreste os R$ 12 bi de crédito rural que o CMN liberou em dezembro.

A PGR denunciou o deputado Vander Loubet (PT-MS) e o senador Fernando Collor (PTB-AL) como os líderes do esquema de corrupção na BR Distribuidora. A denúncia usa como evidência a delação de Nestor Cerveró que afirmou que Lula e Dilma deram o controle da BR a Collor em troca de apoio político, mas isenta os presidentes petistas de acusações. Também na política, a Folha reportou que o indicado do ministro Jaques Wagner para a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia, um ex-diretor da OAS, foi o responsável pela licitação de uma obra de R$ 584 mi vencida pela construtora. Das cinco principais obras do governo Wagner, três contam com a atuação da OAS. O maior problema para Wagner é que suas mensagens com os diretores da OAS estão nas mãos dos investigadores, sendo que somente 10% delas foram analisadas.
Fonte : GF

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