Iniciamos o ano , então vamos trabalhar.


No cenário internacional, a semana foi de poucas notícias. Nos EUA, destacamos a alta da confiança do consumidor em dezembro, em linha com o bom resultado da pesquisa de sentimento de Michigan. A população americana está mais otimista com as condições atuais: a porcentagem de pessoas afirmando que está difícil conseguir emprego caindo 1,1 ponto percentual para 24,7%. Parte deste avanço vem da inflação imobiliária, que rodou em 5,5% em outubro. Do lado negativo, ficou o índice de manufatura do Fed de Dallas, que desabou para níveis não vistos desde 2009, evidenciando que a queda no preço de petróleo está prejudicando a região do Texas. A queda foi impulsionada pelo total colapso em pedidos, enquanto os componentes de emprego e salário apresentaram novas altas.

O setor público teve um déficit de R$ 19,6 bi em novembro, em linha com a nossa estimativa e o consenso de mercado. Em 12 meses, o déficit subiu para R$ 52,4 bi (0,9% do PIB), vindo de R$ 40,9 bi (0,7% do PIB) até outubro. Os governos regionais foram novamente um destaque positivo com superávits primários somando R$ 2,4 bi em novembro e R$ 8,2 bi em doze meses, bem acima da meta de R$ 2,9 bi para 2015. O resultado nominal teve mais um mês bem negativo, registrando um déficit de R$ 43,1 bi em novembro e R$ 549,3 bi (9,3% do PIB) em 12 meses, mesmo com o BC tendo um lucro de R$ 12 bi no mês com o programa de swaps cambiais. A dívida líquida veio ligeiramente acima da nossa expectativa em 34,3% do PIB, vindo de 33,6% em outubro. A dívida bruta subiu 0,2 pp para 65,1% do PIB. É bom destacar que a dívida bruta foi revisada em 1,2 pp para baixo, e a dívida líquida em 0,6 pp, ambos devido à revisão na série do PIB. Com o pagamento das pedaladas, o setor público deve fechar o ano com um déficit primário de 2,1% do PIB.

O Tesouro Nacional anunciou que o total de “pedaladas” será de R$ 72,4 bilhões, com R$ 55,8 bilhões pagos em dezembro (ligeiramente abaixo dos R$ 57 bi divulgados anteriormente) e R$ 16,6 bilhões durante o resto do ano. Esta operação tem impacto tanto no resultado primário, como nos dois conceitos de dívida, líquida e bruta. Observamos também que R$ 70,9 bilhões vieram da conta única do Tesouro, que tem em torno de R$ 1 trilhão.
Fonte: Geração Futuro

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