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A casa caiu ou a bolha explodiu!

Os imóveis passam por uma era de ajustes no Brasil.Após mais de uma década de explosão dos preços, os valores já começaram a cair.E as restrições maiores de crédito, o aumento do desemprego e a forte diminuição da atividade econômica têm impacto decisivo nisso.No que me baseio para fazer tais afirmações?Para começar, tomo como exemplo a trajetória recente da chamada affordability.
Calma. Esse termo é muito simples de ser entendido, apesar do difícil nome em inglês.Trata-se da capacidade da população em pagar por um ativo, como um imóvel.Esse indicador cresceu mais de sete vezes desde 2001.E as incorporadoras souberam captar muito bem esse aumento.Não por coincidência, os imóveis subiram praticamente na mesma proporção no período.
Mas o importante é observar que, agora, a affordability começou a despencar. E nada menos que -20% em relação a 2014.Logo, os fundamentos indicam que os valores precisariam seguir a mesma direção.Ainda que de forma diluída nos próximos meses.Índices como o IVG-R e o FipeZap reforçam esse panorama.Ambos sinalizam que, no mínimo, os preços estão em um ritmo que nem de longe lembra o que ocorreu no Brasil entre 2009 e 2011.O IVG-R é elaborado pelo Banco Central e representa os valores de avaliação de imóveis que foram dados em garantia para empréstimos.Já o FipeZap mede exclusivamente a trajetória de preços anunciados, não necessariamente os fechados posteriormente no contrato.Fazemos uma comparação entre as variações do índice composto de imóveis anunciados para venda e do medidor oficial da inflação.Agora me responda: você preferiria ter comprado um imóvel em 2011 ou agora?Ainda que essa aquisição prematura tenha sido o seu caso, é hora de virar o jogo a seu favor.
Reforço que você não precisa ser um especialista apaixonado por indicadores conjunturais para perceber um cenário intrigante na prática.Você já deve ter notado algumas das situações a seguir no dia a dia:
1. Nunca se viu tantas placas de “Aluga-se” ou “Vende-se” espalhadas por edifícios, postes, ruas e avenidas.
2. Algumas dessas sinalizações, inclusive, publicadas por imobiliárias diferentes em disputa pela oferta do mesmo espaço.
3. Os saldões de imóveis se multiplicam a cada fim de semana, visando desovar parte dos estoques.
4. Assim como os e-mails de corretores ávidos por comissões nos “melhores negócios de todos os tempos da última semana”.
5. Incorporadoras premium têm apostado em propagandas de apelo muito mais popular na TV a fim de recuperar o fôlego.
6. O número de distratos – rescisões nos contratos de imóveis comprados ainda na planta – aumenta e preocupa o setor.
7. Enquanto isso, ações de incorporadoras tradicionais derretem na Bolsa.
Veja o exemplo da construtora e incorporadora PDG, uma das maiores empresas do setor imobiliário da América Latina.
As suas ações ordinárias (PDGR3) na BM&F Bovespa despencaram mais de 98%nos últimos três anos. É isso mesmo: -98%!A década passada foi doce para quem investiu em imóveis, em uma primeira grande leva de raios benéficos à sua saúde financeira.Mas a verdade é que, após anos de bonança, a casa começa a cair – ainda que muito coloquial, a expressão serve muito bem aqui.Na opinião de especialistas todos acham que devemos investir em imoveis agora eu pessoalmente acredito que 2016 sera pior que 2015 nesta área imobiliária e muitas ofertas aconteceram no mercado imobiliário, mais isso é algo pessoal pois não sou especialista nesta área .Vejo semanalmente imoveis caírem de preço e proprietários desesperados para vender e não tem comprador , pelo menos no Rio de janeiro onde moro .Diga-se de passagem que a valorização  imobiliária aqui foi um absurdo , não condizente a cidade maravilhosa , mais que esta em um caus na economia , segurança pública e principalmente na saúde .O prefeito e o ex governador,  esse mesmo que esta desaparecido a meses depois que descobriram as maracutaias realizadas em seu governo ,foram muito beneficiados com as obras publicas trazendo uma falsa certeza de valorização na cidade e agora só posso dizer que realmente a casa caiu.Acredito que esperar mais um pouco sera melhor para encontrar os preços voltarem a realidade do nosso pais.

PARCEIROS E COLABORADORES UTILIZAM:

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