Nos EUA, na semana antes da reunião do FOMC, a inflação ao produtor acelerou mais do que o esperado enquanto os dados de vendas no varejo e confiança do consumidor vieram em linha. Tudo indica que o FOMC subirá a taxa de juros em 25 ponto-base na próxima quarta-feira: o mercado precifica uma probabilidade de alta de 72%, e 88 dos 91 economistas que responderam a pesquisa da Bloomberg concordam. Na China, destacamos a queda maior que o esperado das exportações. A contração pelo quinto mês consecutivo mostra que a fraca demanda mundial continua afetando a maior economia industrial do mundo.

No Brasil, o destaque continua sendo o processo de impeachment. A oposição obteve uma importante vitória ao conseguir eleger a sua chapa para a Comissão Especial do Impeachment, por 272 a 199 votos. O PMDB também destituiu seu então líder Leonardo Picciani em troca de Leonardo Quintão, mais ligado ao Temer e à ala pró-impeachment do partido. No entanto, o ministro Fachin do STF suspendeu o rito do impeachment devido ao uso do voto secreto para eleição da comissão. A decisão final do STF pode sair na próxima quarta-feira, mas pode ser adiada caso algum ministro faça um pedido de vistas.

O ministro Levy sugeriu que sairia do governo caso a meta de primário de 2016 (0,7% do PIB) fosse alterada. O relator da Comissão Mista de Orçamento apresentará a LDO de 2016 na segunda ou terça-feira, e quer votar até o fim da semana. O relatório afirmou que entregará relatório com R$ 34,4 bi de superávit, o que é o suficiente para a meta ser atingida.

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