Nem Levy, nem Buffett

Jaquim Levy está devidamente autorizado a pedir demissão.
 Se o ministro vai sair ou não, eu não sei, mas está dotado do devido livre arbítrio.
 Basicamente, sua autorização se dá por três motivos:
 1. Superávit primário pífio para 2016.
 2. Bradescão deu carta branca.
 3. Sua chefe corre o risco de ser demitida em breve.
 Levy não podia sair antes pois ele era o lastro pessoal do grau de investimento.
 Agora isso não faz mais nenhuma diferença.

O superávit primário de 2016 jogou o investment grade no lixo - literalmente.
Nem Jorge Paulo Lemann conseguiria lastrear nosso rating soberano sob tais circunstâncias.
 Governo Dilma adota a mesmíssima estratégia das eleições de 2014.
 Num cenário de extrema ameaça ao próprio mandato, arrisca-se o País inteiro para manter um poder.

 Logo falarei do Fed, mas first things first.
 O Supremo começa a julgar hoje o rito do impeachment. Deve terminar amanhã, ou sabe-se lá quando.
 Pode-se argumentar que os ministros do STF são técnicos e isentos. Ainda assim, eles são humanos.
 Sentem o calor da torcida.
 Calor que - no mercado - é manifesto por dólar a R$ 3,95, Ibovespa a 44 mil pontos e DI a 16,60%.
 Quanto ao calor das ruas, a pesquisa Ibope de ontem explica mais do que os protestos de domingo.
 70% da população avalia o Governo Dilma como ruim ou péssimo.
 Praticamente a mesma porcentagem dos que apostam em aumento dos juros americanos hoje.
 O curioso de se marcar uma data é que - não importa quão longe - uma hora ela chega.
 Chegou o dia do Fed, mas o aumento de 25 bps já virou carne de vaca.
 Wall Street agora quer saber quantos serão os movimentos de alta ao longo de 2016.
 Mais dois ajustes de 25 bps? Quatro ajustes? Quem dá mais?
 janet Yellen falará (qualitativamente) sobre isso em entrevista coletiva às 17h30, após o anúncio do Fed às 17h00.
 O horário é conveniente ao nosso pregão, que fecha pontualmente às 17h00.
Fonte de informações : ADVFN

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